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| AMAPÁ
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Localização
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Situado
no extremo norte do pais, o estado do Amapá tem uma superfície
territorial de 140.276 Km2, que corresponde a 1,6% do Brasil e
a 3,6% da Região Norte. Faz fronteira com o Estado do Pará,
Suriname e Guiana Francesa.
Relativamente pequeno, se comparado com outros Estados da Amazônia,
o Amapá concentra uma das maiores diversidade em ambientes
naturais, já que faz parte de dois grandes domínios
geográficos: o amazônico e o oceânico, o que
lhe atribui características muito particulares quanto a
formação e estruturação de seus ambientes
naturais.
LOCALIZAÇÃO: o Amapá, estado brasileiro,
fica a nordeste da região Norte do país.
FRONTEIRAS: Norte = Guiana Francesa; Nordeste = Suriname; Sul
e Oeste = Pará, do qual está separado pelo rio Amazonas;
Leste = Oceano Atlântico.
ÁREA (km²): 143.453,7
RELEVO: planície com mangues e lagos no litoral; depressões
na maior parte, interrompidas por planaltos residuais
RIOS PRINCIPAIS: Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Maracá
VEGETAÇÃO: mangues litorâneos, campos gerais,
Floresta Amazônica (A maior parte do território do
estado do Amapá, cerca de 73 % do total, que corresponde
a aproximadamente 97.000 km2, está coberta pela Floresta
Amazônica ou Hiléia Brasileira. No entanto, na faixa
oriental encontram-se campos "cerrados", com árvores
esparsas e esgalhadas, e o solo recoberto de gramíneas
e manguezais.)
CLIMA: equatorial
MUNICÍPIOS (número): 16 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Macapá (189.080), Santana (60.200),
Laranjal do Jari (24.008)
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: amapaense
POPULAÇÃO: 477.032 (2000)
DENSIDADE: 3,32 habitantes por km2
ANALFABETISMO: 11,2% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 29,3
CAPITAL: Macapá fundada em: 04/02/1758
A linha do Equador, conhecida como "Marco Zero", ou
seja, com sua latitude de 0º, encontra-se a 5 km do centro
da cidade de Macapá e pode ser alcançada pela Rodovia
Juscelino Kubitscheck.
HABITANTE DA CAPITAL: macapaense
Destacam-se na composição da economia do estado
do Amapá as atividades extrativistas tanto vegetais como
minerais. No extrativismo vegetal são exploradas a castanha-do-pará,
palmito e as madeiras. Entre os minerais mais encontrados no estado
estão as jazidas de manganês, ouro, caulim e granito.
A produção agrícola limita-se ao cultivo
de arroz e mandioca. Na pecuária predominam as criações
de búfalo e o gado bovino. O setor industrial dedica-se
ao processamento das principais riquezas do estado, ou seja, a
extração mineral, a madeira e também a pesca.
A produção de energia elétrica no Amapá
supera o seu consumo doméstico. Entre junho de 1993 e julho
de 1994, foram produzidos 451 milhões de kwh de energia,
para um consumo local de 220 milhões de kwh.
Manganês - Principal riqueza do estado do Amapá,
o manganês teve sua exploração iniciada em
1957. Ali se encontram as maiores reservas do país, chegando
o estado a extrair 80% da produção total de manganês
do país na década de 60. Suas jazidas foram arrendadas
por 50 anos pela Icomi, Indústria e Comércio de
Mineração, do grupo Bethlehem Steel, que paga royalties
de 4 a 5% do valor do minério extraído ao governo
local, sendo as encomendas asseguradas por um contrato com o Defense
Materials Procurement Agency, órgão governamental
norte-americano. A renda dos royalties do manganês foi destinada
à construção da Usina de Paredão,
para assegurar base energética às indústrias
que vierem a ser ali instaladas. A mineração do
manganês provocou deslocamento de mão-de-obra e contribuiu
consideravelmente para o aumento da população no
estado, antes território administrado pelo Governo Federal.
Essa empresa construiu uma estrada de ferro com capacidade para
700 mil toneladas de minério e 200 mil toneladas de outros
tipos de mercadorias, assim como um porto, a que podem ter acesso
navios de até 45 mil toneladas.
Outras riquezas minerais - Além do manganês, o Amapá
tem também grande reserva de recursos naturais que inclui
minerais como o ouro, explorado nos garimpos dos rios Calçoene,
Cassiporé e Igarapé de Leona, além do rico
veio existente no rio Gaivota. Diamantes são também
muito encontrados na região de Santa Maria. A 80 km da
capital, Macapá, existe uma jazida de 9,6 milhões
de toneladas de hematita, com 70% de ferro, explorada pela empresa
Hanna Company.
A região onde hoje se encontra o estado do Amapá
foi doada ao português Bento Manuel Parente, em 1637, com
o nome de capitania da Costa do Cabo do Norte. No final do mesmo
século, a região sofreu incursões de ingleses
e holandeses, que foram expulsos pelos portugueses. No século
XVIII, os franceses também reivindicaram a posse da área
e em 1713, o Tratado de Utrecht estabeleceu os limites entre o
Brasil e a Guiana Francesa, os quais não foram respeitados
pelos franceses. Os portugueses construíram então
a fortaleza de São José do Macapá, para proteger
seus limites das incursões dos franceses.
O povoamento do território começou a se intensificar
no século XIX, com a descoberta de ouro na área
e o crescimento da extração da borracha, que havia
atingido altos preços internacionais na época. A
descoberta de riquezas, no entanto, fez crescer as disputas territoriais
que culminaram com a invasão dos franceses em maio de 1895.
A Comissão de Arbitragem, em Genebra, em 1º de janeiro
de 1900, deu a posse da região ao Brasil e o território
foi então incorporado ao estado do Pará com o nome
de Araguari. Em 1943, o território passou à administração
do Governo Federal, com o nome de Amapá. Em 1945, a descoberta
de ricas jazidas de manganês na serra do Navio, revolucionou
a economia local. Procedeu-se a nova divisão territorial,
passando a parte do Amapá ao norte do rio Cassiporé
a constituir o município de Oiapoque. Foi mais uma vez
desmembrado em dezembro de 1957, com a criação do
município de Calçoene e a cessão de terras
ao norte dos rios Amapá Grande e Mutum. A nova Constituição,
promulgada em 5 de outubro de 1988, elevou o território
do Amapá à categoria de estado da Federação.
Pororoca - A palavra é de origem indígena e expressa
o barulho produzido pelo fenômeno do encontro das águas
do rio Amazonas, com um volume de 100 mil m3 por segundo, com
o oceano Atlântico. O choque é particularmente violento
no período das marés de primavera. Na primeira fase
do encontro, as águas do Amazonas penetram por vários
quilômetros dentro do oceano. Em seguida, a maré
empurra o rio de volta na direção de seu curso e
este se expande pela terra ao redor, inundando toda a região,
inclusive praias e as ilhas mais rasas. Dessa forma, o rio é
então impedido de despejar suas águas no oceano,
ao mesmo tempo em que faz pressão para impedir a força
do mar contra seu percurso. A certa altura essa disputa se encerra
e a força da maré penetra no estuário do
rio Amazonas. As ondas crescem a uma altura de 4 metros, com ruídos
que podem ser ouvidos a vários quilômetros de distância.
Esse espetáculo natural pode ser observado em vários
pontos do estuário do Amazonas, mas sua performance mais
impressionante ocorre no maior braço do rio, situado no
litoral do Amapá. Existem barcos que levam os turistas
ao delta do rio Araguari, que também fica alagado, em viagem
que dura 15 horas a partir de Macapá.
A população indígena do estado do Amapá
está estimada em 4.100 habitantes, divididos em quatro
grupos - Galibi, Juminá, Uacã e Waiãpi -
que ocupam área total de 1.091.454 hectares. Todas essas
áreas já se encontram definitivamente demarcadas
pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI),
órgão do Governo Federal responsável pela
questão indígena no país.
Fontes:
Governo do
Estado do Amapá / IBGE
/ República
Federativa do Brasil
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População e Migração
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Entre 1991
e 1996 o Amapá teve crescimento populacional de 5,3% ao
ano, passando de 289.000 para 430.000 pessoas. De acordo com o
IBGE (1996)2, mais da metade deste crescimento decorre de migração
proveniente, principalmente, do Pará, Maranhão e
Ceará.
A criação do Estado do Amapá, com a Constituição
de 1988, e da Área de Livre Comércio de Macapá
e Santana (ALCMS), em 1991, transformaram o Estado em novo pólo
de migração na Amazônia. Apesar disso, a densidade
populacional ainda é uma das menores do Brasil, com uma
média de 2,3 habitantes por Km2, já que a maioria
da população está concentrada na capital
e no município de Santana.
Com formação étnica diversificada, existem
no Amapá grupos de origem afro-americana e indígenas.
As sociedades indígenas pertencem a seis etnias, distribuídas
em três municípios - Oiapoque, Amapari e Laranjal
do Jari, com total de 5.200 pessoas. Estão divididas em
cinco grandes áreas sobre jurisdição Fundação
Nacional do Índio (FUNAI) e tem seus territórios
demarcados e homologados, representando cerca de 11% da área
total do Estado. Somadas as unidades de conservação
e as reservas indígenas, cerca de 30% do território
do Amapá encontra-se sobre proteção especial.
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Turismo
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Na
língua tupi, o nome Amapá significa "O lugar
da chuva", no tupi jesuítico significa "Terra que
acaba - Ilha". Localizado no extremo Norte do Brasil, quase
que inteiramente no hemisfério Norte. Por suas características
geofísicas, sociais, políticas e econômicas,
faz parte da vasta região Amazônica. É banhado
a leste pelo Oceano Atlântico e o rio Amazonas. Seu litoral
com 242 Km de extensão vai da foz do rio Oiapoque a foz do
rio Amazonas. Possui uma área de 143.453 Km, é maior
que muitos países do mundo bem como de algumas unidades brasileiras.
A capital do Estado é Macapá vindo a ser a única
capital brasileira localizada as margens do rio Amazonas e cortada
pela linha imaginária do equador, é considerada a
porta de entrada para a Amazônia. Com um potencial invejável
para o ecoturismo, visando atrair investimento e gerar emprego e
renda para a população, o governo do Estado implanta
alguns projetos para o desenvolvimento dessa atividade turística,
a fragilidade dos ecossistemas exige um planejamento turístico
ordenado para que não haja alteração da paisagem
capaz de comprometer o equilíbrio natural.
O Estado exibe ambientes naturais surpreendentes, diversificados
e, principalmente preservados. A cachoeira de Santo Antonio onde
se pode presenciar um espetáculo da natureza, a pororoca
encontro do oceano Atlântico com o rio Amazonas onde formam
ondas com quase 5m de altura, o Equinócio momento exato em
que o sol passa de um hemisfério para outro, a vila do curiaú
que fica a 12 Km de Macapá, se tem à sensação
que o tempo não passou.
Fonte: DETUR
- Instituto de desenvolvimento do turismo do estado do Amapá.
Amazônia.org.br
- Amapá
Turismo
Amazônico - Amapá
Governo do Estado
do Amapá
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