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| CEARÁ |
Localização
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LOCALIZAÇÃO:
o Ceará, estado brasileiro, fica no norte da Região
Nordeste
DIVISAS: Norte = Oceano Atlântico; Sul = Pernambuco; Leste
= Rio Grande do Norte e Paraíba; Oeste = Piauí (banhado
pelo oceano Atlântico numa extensão de 573 km)
ÁREA (km²): 146.348,3 (a área acrescida da
massa de água passa para 148.016 km2)
RELEVO: planalto, planícies e várzeas (Leste e Oeste)
Banhado pelo oceano Atlântico numa extensão de 573
km, com litoral pouco recortado, onde aparecem planícies
costeiras e praias cobertas por dunas de beleza singular. Junto
ao litoral, as altitudes não ultrapassam 100 metros. Em
direção ao interior, no entanto, o terreno passa
a ter características de planalto, alcançando altitudes
médias de 400 a 500 metros. Trata-se de parcela do planalto
Nordestino, uma das unidades do planalto Atlântico, cuja
monotonia é quebrada em certos pontos por blocos elevados
de rochas mais resistentes, entre os quais se destaca a serra
de Baturité, com altitudes que chegam a mais de 1.000 metros.
RIOS PRINCIPAIS: Jaguaribe, Salgado, Conceição,
Acaraú, Pacoti, Piranji, Banabuiú, Trussu.
VEGETAÇÃO: caatinga em quase todo o território;
vegetação de restinga e salinas em estreita faixa
litorânea
A área ocupada por caatingas no Ceará atinge 129.162,7
km2, o que corresponde a 88 % da área total do estado.
CLIMA: tropical
Com exceção do trecho ao longo da costa e das chapadas
e pequenas serras, o clima em boa parte do território do
estado do Ceará é semi-árido.
MUNICÍPIOS (número): 184 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Juazeiro do Norte, Maracanaú, Caucaia,
Sobral, Crato.
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: cearense
POPULAÇÃO: 7.430.661 (2000)
DENSIDADE: 50,77 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 24,7% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 40,9 óbitos por mil crianças
nascidas vivas
CAPITAL: Fortaleza, fundada em: 13/4/1726.
HABITANTE DA CAPITAL: fortalezense
A economia do Ceará está estruturada sobre a produção
agroindustrial e o comércio. A característica marcante
da agropecuária cearense é a competitividade das
espécies nativas, com destaque para o caju, algodão,
lagosta, camarão e mandioca, entre outros. Na agricultura
é também expressiva a importância do arroz,
feijão, cana-de-açúcar, milho, mamona, tomate,
banana, laranja, coco-da-baía e melão. Diante das
características de forte insolação durante
o ano todo, os frutos tropicais como acerola, caju, manga, melão,
mamão, banana e uva entre outros, apresentam excepcional
qualidade organoléptica, concentrando alto teor de sólidos
solúveis e vitaminas.
O rebanho do Estado era composto em 1994 de 2,18 milhões
de cabeças de bovinos, 1,2 milhão de suínos,
1,08 milhão de caprinos, 1,33 milhão de ovinos e
19,68 milhões de aves. A avicultura é atualmente
a atividade mais organizada e dinâmica, com crescimento
contínuo nos últimos 15 anos.
Existem 701 açudes no estado, com capacidade para 10,6
bilhões de m3 de água. A existência de tais
reservatórios hídricos permite o desenvolvimento
agrícola e a criação pecuária nas
regiões semi-áridas, onde a escassez de água
é freqüente.
Mais recentemente, iniciou-se no Ceará a criação
de lagosta em cativeiro, uma atividade que deverá receber
novos adeptos. A produção de pescado correspondeu
a 6.023 toneladas de lagosta, 1.702 toneladas de camarão,
16.022 toneladas de peixe do mar e 1.862 toneladas de peixe de
açude, no mesmo ano.
No setor industrial destacam-se as transformações
de fibras têxteis, confecções, calçados,
alimentos, metalurgia e química. Dos produtos industriais,
os têxteis e confecções apresentam maior dinamismo
e atração de novos investimentos no estado. Na pauta
de exportações, destacam-se a amêndoa da castanha-de-caju,
lagosta, pargo, camarão, melão, produtos têxteis
e confecções.
A colonização do Estado, iniciada no século
XVII, foi dificultada pela forte oposição das tribos
indígenas e só tomou impulso com a construção,
na embocadura do rio Pajeú, do forte holandês Schoonenborch,
que em 1654, foi tomado pelos portugueses. Com seu nome mudado
para Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, o forte
tornou-se a sede da Capitania.
No século XIX, um movimento de grande importância
aconteceu no Ceará: a campanha abolicionista, que aboliu
a escravidão em 25 de março de 1884, antes da Lei
Áurea.
O Ceará começaria a se desenvolver apenas depois
de sua separação de Pernambuco (em 1799) e sua história
foi sempre marcada por lutas políticas e movimentos armados.
Esta instabilidade prolongou-se durante o Império e a Primeira
República, normalizando-se depois da reconstitucionalização
do País, em 1945.
A história
do Ceará tem início com a criação
da "Capitania do Siará", doada em 1535 a Antonio
Cardoso de Barros. Em 1603, uma expedição comandada
pelo açoriano Pêro Coelho de Souza fundou na região
a colônia denominada Nova Luzitânia. Juntamente com
o grupo, chegou também um rapaz de 17 anos, Martim Soares
Moreno, considerado o verdadeiro fundador do Ceará. Conhecedor
da língua e dos costumes indígenas, mantinha amizade
fraternal com os nativos, o que lhe valeu fundamental apoio para
a derrocada dos franceses e holandeses que também pretendiam
colonizar a região. Em 1619, depois de muitas lutas contra
invasores estrangeiros, naufrágios e prisões, Soares
Moreno obteve uma carta régia que lhe dava o título
de Senhor da Capitania do Ceará, lá se fixando por
muitos anos. Seu romance com a índia Iracema foi imortalizado
pelo escritor brasileiro José de Alencar, em seu livro
intitulado Iracema.
O Ceará fez parte do estado do Maranhão e Grão-Pará
em 1621. Foi ainda invadido duas vezes, em 1637 e 1649, pelos
holandeses que ocupavam a região onde hoje se encontra
o estado de Pernambuco, mantendo-se a ele subordinado até
conquistar sua autonomia, em 1799. O desenvolvimento da pecuária
em Pernambuco e na Bahia levou criadores a ocuparem o interior
do Ceará. As vilas foram se formando junto às grandes
fazendas ou nos pontos de descanso das tropas vindas do sul.
Em 1824, o Ceará participou da Confederação
do Equador, juntamente com os estados de Pernambuco, Rio Grande
do Norte e Paraíba. O estado começou a se desenvolver
na segunda metade do século XIX, com a chegada da navegação
a vapor, das estradas de ferro, da iluminação a
gás e do telefone. Foi a primeira província brasileira
a libertar os escravos, em 1884, e também uma das primeiras
a aderir à República.
Castanha-de-Caju - Além das qualidades nutritivas e medicinais
contidas na castanha originária do caju(6), seu sabor exótico
tornou-a popular ao longo dos anos. É largamente apreciada
em todos os países do mundo, para o acompanhamento de drinks
ou na composição de aperitivos sofisticados. A fruta
pode ser processada para a elaboração de sucos,
mel, vinho e licor, além de ser também utilizada
industrialmente para a produção de doces e passas.
O cajueiro é uma árvore nativa do Nordeste brasileiro,
introduzida em outros países como a Índia e Moçambique,
pelos colonizadores portugueses. Esses dois países, juntamente
com o Brasil, são responsáveis por 80 % da produção
mundial de castanha-de-caju. O Brasil participa com 35 % desse
total e exporta 90 % de sua produção. A região
Nordeste é responsável por 99 % da produção
nacional de castanha-de caju, que chega a 1,2 milhão de
toneladas por ano, e o estado do Ceará responde por 48
% desse total.
Fontes:
Governo do
Estado do Ceará / IBGE
/ República
Federativa do Brasil
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Turismo
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Nenhum
outro Estado brasileiro oferece uma diversidade tão grande
de paisagens quanto o Ceará. Praias, sertões, serras
e cidades históricas se mesclam para formar uma das mais
belas paisagens do Brasil. Mas não é só o cenário
que encanta. A hospitalidade do povo, a culinária especial
e a cultura rica e original fazem do Ceará um destino turístico
irresistível. Quem conhece, volta.
As surpresas começam na orla marítima, uma das maiores
do País, com 573 quilômetros de extensão. Desbravada
pelos colonizadores portugueses no século XVII, a costa cearense
é rica em dunas, falésias, coqueirais e enseadas de
água doce. Mesmo aqui a diversidade ainda é o ponto
forte.
Praias urbanizadas, como Iguape e Icaraí, fazem o contraponto
ideal com paraísos, como Jericoacoara e Quixaba. Saindo do
litoral, o Ceará oferece paisagens surpreendentes.
Nas serras o turista vai encontrar clima ameno e ótimas pousadas,
tudo emoldurado pela exuberância da vegetação
local, um dos últimos redutos da Mata Atlântica brasileira.
As regiões serranas são ideais para o turismo ecológico.
Cidades como Ubajara e Guaramiranga possuem áreas de proteção
ambiental. O sertão é um desafio à parte. Ocupando
57% do território cearense, a região apresenta atrativos
diferentes. Formações rochosas únicas garantem
a prática de esportes radicais, como vôo livre e rappel.
As inúmeras trilhas são perfeitas para longas caminhadas
entre paisagens que misturam o clima árido, a vegetação
de caatinga e os extensos açudes.
As
cidades, que contam com um povo acolhedor e a cozinha típica
do sertão nordestino, trazem em suas construções
a marca da história do Ceará. Uma história
feita de lutas, que começou ainda no século XVI, quando
os primeiros europeus desembarcaram na costa cearense. Durante sucessivas
décadas, o Ceará foi disputado por holandeses e portugueses.
Nesta época, ainda fazia parte do território de Pernambuco.
Somente no início do século XVIII o Estado adquiriu
independência em relação aos pernambucanos e
iniciou uma fase de grande crescimento econômico.
Nos anos do Império aconteceu um dos fatos mais conhecidos
da história do Ceará. Em 1881 o jangadeiro Francisco
José do Nascimento, "Dragão do Mar", apelidado
por Chico da Matilde, se recusou a transportar para os navios negreiros,
fundeados no porto de Fortaleza, os escravos que seriam vendidos
para o sul do País. O gesto contribuiu para que o Ceará
se tornasse a primeira Província do País a abolir
a escravidão, em 1884. Por causa disso, o Estado recebeu
o nome de "Terra da Luz".
FORTALEZA
Duas
palavras definem a capital do estado do Ceará: sol e festa.
O sol é o senhor absoluto de 25 quilômetros de praias.
A festa é o estado de espírito permanente do povo
e da cidade. O forró, gênero musical típico
dessa região do Nordeste, está no sangue do povo,
nas praias, nos bares, nos restaurantes, nos hotéis, nas
boates... nas ruas de Fortaleza.
Se a alegria, a hospitalidade do povo e a animação
cultural são as características que fazem de Fortaleza
uma paixão à primeira vista, outros fatores também
contribuem para incluir a cidade no roteiro obrigatório de
quem vai ao Nordeste do Brasil. Capital moderna, atingiu o status
de uma das cidades de praia preferidas dos brasileiros e latino-americanos
graças à combinação de uma natureza
privilegiada com excelente infra-estrutura, sofisticados equipamentos
turísticos, bom atendimento e serviços.
Terra
da lagosta, Fortaleza oferece hotéis de luxo, resorts, excelentes
restaurantes e bares, comércio diversificado e vida noturna
de completa animação que garantem sempre a melhor
estada a seus visitantes. Por esses e outros motivos, é cada
vez maior o número de turistas que passeiam suas bermudas,
chinelos e camisas coloridas pelo calçadão da Praia
do Meireles, que apreciam o poético movimento das jangadas
(típicas embarcações de pescadores) e que mergulham
sua alegria nas ondas da Praia do Futuro.
Praias
As melhores praias, na área urbana, são as do Futuro,
a 31 de Março e da Caça e Pesca. Na Praia do Futuro,
dezenas de barracas oferecem cerveja gelada, drinks (como a famosa
"caipirinha" com boa cachaça de produção
local), tira-gostos de frutos do mar e até refeições
rápidas.
Calçadão
Durante a noite, no calçadão das praias de Iracema
e do Meireles funciona uma feira de artesanato regional, como as
peças de renda e os bordados típicos da região.
Pela manhã, a população local e visitantes
aproveitam essa passarela próxima ao mar para caminhar ou
correr.
Pôr-do-sol na praia do Mucuripe
Uma coloração sépia envolve de magia o cenário
que combina o porto, o farol e o movimento das jangadas se lançando
ao mar. Volte lá pela manhã e veja a chegada dos jangadeiros
que oferecem, ali mesmo, toda a pesca que obtiveram numa noite de
trabalho.
Restaurantes
No Morro de Santa Tereza, ponto mais alto de Fortaleza e que proporciona
uma bela vista panorâmica, há bons restaurantes, que
como outros estabelecimentos da cidade servem a tradicional peixada
com pirão e lagosta, que é preparada magistralmente
em excelentes restaurantes ao creme de coco, na carcaça ao
forno, ao termidor ou simplesmente cozida na água e sal.
Mercado Central
Típico mercado nordestino, os boxes oferecem de alimentos
a artesanatos, panelas e utensílios. É um bom lugar
para comprar produtos típicos do Ceará, como a castanha
de caju torrada, o doce de caju cristalizado e as famosas cachaças
de produção local, puras, com caju ou em infusão
com ervas.
Beach Park
É um parque aquático que oferece brinquedos e emoções
para todas as idades. Desde os inocentes patinhos na lagoa até
o radical "tobogã kamikase", onde o corpo humano
atinge a velocidade de 80 km/h, percorrendo, em apenas três
segundos, seus 24 metros de extensão. Fica na cidade de Aquiraz,
a 35 km de Fortaleza.
INFRA-ESTRUTURA
Fortaleza tem excelentes hotéis de padrão internacional
e resorts, bem como apart-hotéis e pousadas para todos os
gostos e bolsos. Com ótimos auditórios e salas de
exposição, está entre os locais preferidos
para a realização de convenções e eventos.
Diversas agências de turismo levam os visitantes para passeios
na cidade e no estado. Há locadoras de veículos e
agências dos principais bancos.
COMO CHEGAR
Fortaleza fica na região Nordeste, a 2060 km de Brasília,
a 3100 km de São Paulo e a 2800 km do Rio de Janeiro. Dispõe
de um moderno aeroporto, que recebe vôos regulares de todas
as capitais do Brasil e muitos vôos fretados, especialmente
da Europa e da América do Norte. Ônibus das principais
capitais de estados chegam à cidade.
Fontes:
- Secretaria de Turismo do Estado do Ceara
- Guia Ceara.com.br
- Governo do Estado do Ceara
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