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| GOIÁS |
Localização
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LOCALIZAÇÃO:
Goiás, estado brasileiro, fica no leste da região
Centro-Oeste.
O nome do estado origina-se da denominação da tribo
indígena guaiás, que por corruptela se tornou Goiás.
Vem do termo tupi gwa ya que quer dizer indivíduo igual,
gente semelhante, da mesma raça.
DIVISAS: Norte = Tocantins; Sudeste = Minas Gerais e Mato Grosso
do Sul; Leste = Bahia e Minas Gerais; Oeste = Mato Grosso; Sudoeste
= Mato Grosso do Sul.
ÁREA (km²): 341.289,5
RELEVO: planalto, chapadas e serras na maior parte, depressão
ao norte.
Goiás integra o planalto Central, sendo constituído
por terras planas cuja altitude varia entre 200 e 800 metros.
RIOS PRINCIPAIS: Paranaíba, Aporé, Araguaia, São
Marcos, Corumbá, Claro, Paranã, Maranhão.
VEGETAÇÃO: cerrado com faixas de floresta tropical
Salvo pequena área onde domina a floresta tropical, conhecida
como Mato Grosso de Goiás, a maior parte do território
do estado de Goiás apresenta o tipo de vegetação
escassa do cerrado, com árvores e arbustos de galhos tortuosos,
cascas grossas, folhas cobertas por pêlos e raízes
muito profundas
CLIMA: tropical
MUNICÍPIOS (número): 242 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Goiânia, Anápolis, Luziânia,
Aparecida de Goiânia.
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: goiano
POPULAÇÃO: 5.003.228 (2000)
DENSIDADE: 14,65 habitantes p/ km2
ANALFABETISMO: 10,08% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 25,8 por mil
CAPITAL: Goiânia, fundada em: 24/10/1933.
HABITANTE DA CAPITAL: goianiense
A composição da economia do estado de Goiás
baseia-se na produção agrícola e na pecuária,
no comércio e nas indústrias de mineração,
alimentícia, de confecção, mobiliário,
metalúrgica e madeireira. Na agricultura destaca-se a produção
de arroz, café, algodão herbáceo, feijão,
milho, soja, sorgo, trigo, cana-de-açúcar e tomate.
A criação pecuária inclui 18,6 milhões
de bovinos, 1,9 milhão de suínos, 49,5 mil bubalinos,
além de eqüinos, asininos, ovinos e aves. O estado
de Goiás produz também água mineral, amianto,
calcário, fosfato, níquel, ouro, esmeralda, cianita,
manganês, nióbio e vermiculita.
A história de Goiás tem como ponto de partida o
final do século XVII, com a descoberta das suas primeiras
minas de ouro, e início do século XVIII. Esta época,
iniciada com a chegada dos bandeirantes, vindos de São
Paulo em 1727, foi marcada pela colonização de algumas
regiões.
O Contato com os índios nativos e os negros foi fator decisivo
na formação da cultura do Estado, deixando como
legado principal cidades históricas como Corumbá,
Pirenópolis e Goiás, antiga Vila Boa e posteriormente
capital de Goiás. O início dos povoados coincide
com o Ciclo de Ouro, minério amplamente explorado nessa
época. Eles prosperaram e hoje são cidades que apresentam,
por meio de seu patrimônio, a história de Goiás.
As Bandeiras
Goiás era conhecido e percorrido pelas bandeiras já
no primeiro século da colonização do Brasil.
Mas seu povoamento só ocorreu em virtude do descobrimento
das minas de ouro (século XIII). Esta povoação,
como todo povoamento aurífero, foi irregular e instável.As
primeiras bandeiras eram de caráter oficial e destinadas
a explorar o interior em busca de riquezas minerais, e outras
empresas comerciais de particulares organizadas para captura de
índios. Costumava-se dizer que o Bandeirante Bartolomeu
Bueno da Silva, o Anhanguera, foi o descobridor de Goiás.
Mas isso não significa que ele foi o primeiro a chegar
no estado, e sim, o primeiro a ter intenção de se
fixar aqui. A bandeira saiu de São Paulo em 3 de julho
de 1722. O caminho já não era tão difícil
como nos primeiros tempos.
No dia 25 de outubro de 1425, após três anos, os
bandeirantes voltaram triunfantes a São Paulo, divulgando
que haviam descoberto cinco córregos auríferos,
minas tão ricas como as de Cuiabá, com ótimo
clima e fácil comunicação.
Povoamento de Goiás
Poucos meses
após a volta da Bandeira, organizou-se em São Paulo
uma nova expedição para explorar os veios auríferos.
Bartolomeu, agora superintendente das minas, e João Leite
da Silva Ortiz, como guarda-mor.
A primeira região ocupada foi a do Rio Vermelho. Fundou-se
lá o arraial de Sant'ana, que depois seria chamado de Vila
Boa, e mais tarde de Cidade de Goiás. Esta foi durante
200 anos a capital do território.
Nas proximidades de Sant'ana, surgiram numerosos arraiais às
margens dos córregos e rios, como centros de garimpo: Barras,
Ferreiro, Anta, Ouro Fino, Santa Rita, etc. Ao divulgar-se a riqueza
das minas recém - descobertas, surgiram gente de toda parte
do país.
Época do Ouro em Goiás
A época de Ouro em Goiás foi intensa e breve. Após
50 anos, verificou-se a decadência rápida e completa
da mineração. Por outro lado, só se explorou
o ouro de aluvião, isto é, das margens dos rios,
e a técnica empregada era rudimentar.
A sociedade Goiana da Época de Ouro
Goiás pertenceu até 1749 à capitania de São
Paulo. A partir desta data, tornou-se capitania independente.
No aspecto social a distinção fundamental foi entre
livres e escravos, sendo estes em menor número do que aqueles
no início da colonização das minas. A população,
contudo, continuou composta por negros e mulatos na sua maioria.
Transição da Sociedade Mineradora para Sociedade
Pastoril
Ao se evidenciar a decadência do ouro, várias medidas
administrativas foram tomadas por parte de governo, sem alcançar,
no entanto resultado satisfatório. A economia do ouro,
sinônimo de lucro fácil, não encontrou, de
imediato, um produto que a substituísse em nível
de vantagem econômica.
A decadência do ouro afetou a sociedade goiana, sobretudo
na forma de ruralização e regresso a uma economia
de subsistência.
A independência de Goiás
Assim como no Brasil, o processo de independência de Goiás
se deu gradativamente. A formação de juntas administrativas,
que representam um dos primeiros passos nesse sentido, deram oportunidade
às disputas pelo poder entre os grupos locais.
Especialmente sensível em Goiás, reação
do Norte que, se julgando injustiçado pela falta de assistência
governamental, proclamou sua separação do Sul.
Goiás e a Mudança de Capital
A partir de 1940, Goiás cresce rapidamente: a construção
de Goiânia, o desbravamento do Mato Grosso goiano, a campanha
nacional de "marcha para o oeste", que culmina na década
de 50 com a construção de Brasília, imprimem
um ritmo acelerado ao progresso de Goiás. A população
se multiplicava; as vias de comunicação promovem
a integração de todo país e dentro do mesmo
Estado; assiste-se a uma impressionante explosão urbana,
com o desenvolvimento concomitante de todos os tipos de serviços
(a educação especialmente).
Na década de 80, o estado apresenta um processo dinâmico
de desenvolvimento. grande exportador de produção
agropecuária, Goiás vem se destacando pelo rápido
processo de industrialização. Hoje, ele está
totalmente inserido no processo de globalização
da economia mundial, aprofundando e diversificando, a cada dia,
suas relações comerciais com os grandes centros
comerciais.
Em 1748 foi criada a capitania de Goiás, desmembrada da
de São Paulo, que, em 1824, tornou-se província.
Ao mesmo tempo em que as minas começavam a se esgotar,
a lavoura e a pecuária se transformaram nas principais
atividades econômicas, a partir de 1860. A colonização
de Goiás deveu-se também à migração
de pecuaristas que partiram de São Paulo no século
XVI, em busca de melhores terras para o gado. Dessa origem ainda
hoje deriva a vocação do estado para a produção
pecuária.
A abertura de estradas e a navegação, no século
19, facilitaram o escoamento dos produtos, enquanto a construção
das novas capitais -- Goiânia (1935) e Brasília (1956)
-- favoreceu a economia. Em 1988, o norte de Goiás foi
desmembrado, formando o Estado de Tocantins. Existem atualmente
quatro áreas indígenas no estado de Goiás,
três das quais já se encontram demarcadas pela Fundação
Nacional do Índio - FUNAI, órgão do governo
federal responsável pela questão indígena
no país. A população indígena do estado
não ultrapassa 120 habitantes e ocupa área de 39.781
hectares, abrangendo os municípios de Aruanã, Cavalcante,
Minaçu, Colinas do Sul, Nova América e Rubiataba.
Fontes:
Governo
do Estado de Goiás / IBGE
/ República
Federativa do Brasil
- História de Goiás. Luís Palacin. Maria
Augusta de Sant'ana Moraes. 5ª edição. Editora
UFG/1989.
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Turismo
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A cidade de
Goiás, ou Goiás Velho, como também é
chamada, guarda um patrimônio arquitetônico e cultural
dos mais ricos do país. Tanto que, em 2001, o centro histórico
foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Suas ruas tranqüilas mantêm o calçamento original
de pedras e os prédios históricos do século
XVIII mostram uma arquitetura colonial em que prevalece a simplicidade
com poucas influências do barroco. A origem da cidade está
ligada à exploração do território brasileiro
pelos bandeirantes paulistas. No início do século
XVIII, vilarejos provisórios eram erguidos para abrigar os
mineradores de ouro. O Arraial de Sant'Anna, fundado por Bartolomeu
Bueno da Silva, em 1725 na margem do rio Vermelho, se tornaria a
atual cidade de Goiás. Por volta de 1750, já com o
nome de Vila Boa de Goiás, torna-se a capital da recém-criada
capitania de Goiás, desmembrada da capitania de São
Paulo. Somente em 1937 o poder político do estado é
transferido para a nova capital do estado, Goiânia.
A cidade permite que se entre em contato com a história.
Basta andar pelas ruas, entrar nas igrejas, admirar as construções
antigas, ir ver a casa onde viveu sua mais ilustre moradora, a poetisa
Cora Coralina, ou conhecer o Museu das Bandeiras. Nos doces e nas
manifestações religiosas, como a impressionante Procissão
do Fogaréu da Semana Santa (veja em Calendário de
Eventos no Brasil, nesse Portal), permanecem as raízes culturais
do passado. Para quem gosta de curtir a natureza, são organizadas
caminhadas na reserva ambiental da Serra Dourada, que se ergue em
um dos lados da cidade.
Igrejas
São quase todas do século XVIII e revelam simplicidade
de estilo. A Igreja da Boa Morte (1779) é a única
que apresenta elementos típicos do barroco na fachada. Abriga
o Museu de Arte Sacra, com destaque para as imagens de Veiga Valle,
escultor local, que viveu no século XIX. Merecem ser vistas
também as igrejas São Francisco de Paula (1761), N.S.
do Carmo (1786), N.S. da Abadia (1790) e de Santa Bárbara
(1780).
Museus e construções históricas
No grande prédio construído em 1761, onde funcionaram
a cadeia, a câmara e a justiça, fica o Museu das Bandeiras,
que expõe objetos usados na exploração do ouro.
O Palácio Conde dos Arcos (1755), onde há um museu,
foi construído para acomodar o governador da capitania. Todos
os anos, no aniversário da cidade, abriga a sede do governo,
que se transfere de Goiânia por alguns dias. Outras construções
significativas são o Quartel do XX (1747), a Casa do Bispo
e os chafarizes da Boa Morte e do Largo da Carioca.
Casa de Cora Coralina
O casarão onde viveu a poetisa e doceira fica na cabeceira
da ponte sobre o rio Vermelho. Uma das primeiras construções
de Goiás, é uma típica residência do
século XVIII e inspirou alguns de seus poemas. Em uma parte
da casa foi montado um pequeno museu que homenageia a mais famosa
das filhas de Goiás.
Uma antiga tradição da cidade de Goiás são
os alfenins, doces origem portuguesa, preparados com açúcar
e polvilho com simpáticos formatos de animais. Os doces de
frutas cristalizadas também são famosos e se pode
acompanhar o trabalho das doceiras.
Além das pousadas do centro histórico, há hotéis
instalados nas fazendas dos arredores. Tem agências dos principais
bancos.
COMO CHEGAR
A cidade de Goiás fica a 140 km de Goiânia, com acesso
pela estrada GO-070. Da capital saem ônibus regularmente.
Estado de Goiás
Nossas festas populares, nossos festejos religiosos figuram entre
os mais famosos e respeitados do país. É uma mistura
de fé, esperança, determinação que caracterizam
a nossa cultura e as nossas raízes. A gente se orgulha de
ter uma das mais modernas infra-estruturas de apoio à indústria
do turismo. Técnicos e profissionais bem treinados estão
sempre prontos para receber bem os turistas. Hotéis, restaurantes,
pousadas tradicionais e áreas de camping, distribuídos
pelas principais regiões turísticas, estimulam e facilitam
o acesso a todo o tipo de turista, dos que gostam de aventura até
os que querem apenas contemplar a natureza rodeados de muito conforto
e comodidade. Em Goiânia, capital do estado, as opções
de lazer e turismo estão por toda parte.Cinemas, restaurantes,
shoppings centers, boates, bares, tudo muito bem localizado e com
o requinte das maiores metrópoles do país. As praças
bem cuidadas são um cartão-postal da cidade e um orgulho
da população. Sem contar que o " Centro de Cultura
e Convenções", implantado bem no coração
de Goiânia, é o local ideal para a realização
de grandes eventos, feiras, congressos, shows, espetáculos,
exposições, entre outras.
Fonte: Agência
Goiana de Turismo (link)
Fonte: Ministério do Turismo - EMBRATUR
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