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| MARANHÃO |
Localização
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LOCALIZAÇÃO:
o Maranhão, estado brasileiro, fica a noroeste da região
Nordeste
DIVISAS: Norte = Oceano Atlântico; Sul e Sudoeste = Tocantins;
Leste e Sudeste = Piauí; Oeste = Pará;
ÁREA (km²): 333.365,6
RELEVO: costa recortada, planície litorânea com dunas
e planaltos no interior
Seu relevo apresenta duas regiões distintas, que incluem
a planície litorânea e o planalto tabular. A planície
litorânea é formada por baixadas alagadiças,
tabuleiros e extensas praias. Destacam-se as grandes extensões
de dunas e o litoral recortado em alguns trechos da costa, especialmente
onde se formam as baías de São Marcos e São
José. As demais regiões compõem-se de planaltos,
que formam chapadas com escarpas, denominadas serras
RIOS PRINCIPAIS: Tocantins, Gurupi, Grajaú, Pindaré,
Mearim, Parnaíba, Turiaçu, Itapecuru
Os rios que banham o estado do Maranhão pertencem, em sua
maioria, à bacia do Norte e Nordeste, que ocupa área
de 981.661,6 km2
VEGETAÇÃO: Mata dos Cocais a Leste, mangues no litoral,
Floresta Amazônica a Oeste, cerrado ao Sul
Na parte noroeste do estado situa-se a chamada Amazônia
Maranhense, que se caracteriza pela vegetação de
floresta e clima equatorial
CLIMA: tropical
MUNICÍPIOS (número): 217 (1996)
CIDADES MAIS IMPORTANTES: São Luís, Imperatriz,
Caxias
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: maranhense
POPULAÇÃO: 5.651.475 (2000)
DENSIDADE: 16,95 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 26,6% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 63,2 óbitos por mil crianças
nascidas
CAPITAL: São Luís, fundada em: 8/9/1612
HABITANTE DA CAPITAL: ludovicense ou sãoluisense
Sua economia se baseia na indústria (transformação
de alumínio e alumina, alimentícia, madeireira),
nos serviços, no extrativismo (babaçu), na agricultura
(mandioca, arroz, milho) e na pecuária.
O extrativismo constitui-se uma das atividades econômicas
mais importantes do estado do Maranhão, também conhecido
como "terra das palmeiras". Entre as espécies
de palmeiras nativas existentes no estado, as mais significativas
do ponto de vista econômico são o babaçu e
a carnaúba. Mas também são importantes localmente
o buriti, a juçara (açaí) e a bacaba. Na
composição da economia do estado também se
destacam as atividades agropecuárias e as indústrias
de transformação de alumínio e alumina, alimentícia
e madeireira. Entre os principais produtos agrícolas cultivados
encontram-se a mandioca, o arroz, o milho, a soja e o feijão.
A pecuária desenvolvida no estado do Maranhão incluía,
em 1992, quatro milhões de cabeças de gado bovino;
três milhões de suínos; 500 mil caprinos;
287 mil eqüinos; e 18 milhões de aves. Existem ainda
reservas de calcário, que corresponderam a uma produção
de 330,7 mil toneladas no estado, em 1992.
Foram os espanhóis os primeiros europeus a chegarem, em
1500, à região onde hoje se encontra o estado do
Maranhão. Em 1535, no entanto, verificou-se por parte dos
portugueses uma primeira tentativa fracassada de ocupação
do território.
A região do Maranhão, dividida em duas capitanias,
foi entregue por D. João III a Aires da Cunha e Fernando
Álvares de Andrade, em 1535. Desde então, até
o estabelecimento dos franceses em 1612 (França Equinocial),
Portugal não tomou conhecimento da área.
Em 1615, os portugueses, liderados por Jerônimo de Albuquerque,
expulsaram os franceses e, em 1624, instituíram o Estado
do Maranhão e do Grão-Pará. Em 1641, os holandeses
ocuparam a ilha de São Luís, de onde foram expulsos
em 1644. A partir daí consolidou-se o domínio português.
Em 1774, ocorreu a separação entre Maranhão
e Grão-Pará.
O povoamento da região do Piauí começou no
século 17, a partir do interior, quando os vaqueiros, vindos
principalmente da Bahia, chegaram procurando pastos. Em 1718,
o território, até então sob a jurisdição
da Bahia, passou para a do Maranhão.
Em 1811, o Piauí tornou-se uma capitania independente.
Por ocasião da Independência, em 1822, a cidade de
Parnaíba foi ocupada por tropas fiéis a Portugal;
o grupo recebeu adesões, mas acabou derrotado em 1823.
Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como a Confederação
do Equador e a Balaiada, atingiram também o Piauí.
A independência só foi aceita em 1823, em virtude
da forte influência de Portugal, e após a intervenção
do almirante Cochrane, a mando de D. Pedro I. Em 1831, irrompeu
a Setembrada, pregando a expulsão dos portugueses e dos
frades franciscanos, e, em 1838, a Balaiada, um movimento popular
contra a aristocracia rural.
Em 1852, a capital foi transferida de Oeiras para Teresina, tendo
início um período de crescimento econômico.
A partir da república, o Estado apresentou tranqüilidade
no terreno político, mas grandes dificuldades no desenvolvimento
econômico-social.
No século XVII, a base da economia do estado encontrava-se
na produção do açúcar, cravo, canela
e pimenta; no século XVIII, surgiram o arroz e o algodão,
que vieram a se somar ao açúcar, constituindo-se
estes três produtos a base da economia escravocrata do século
XIX.
Com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888,
o estado enfrentou um período de decadência econômica,
do qual viria a se recuperar no final da primeira década
do século XX, quando teve início o processo de industrialização,
a partir da produção têxtil.
A economia entrou em decadência com a abolição
da escravatura, só vindo a se recuperar durante a Primeira
Guerra Mundial.
O estado do Maranhão recebeu duas importantes correntes
migratórias ao longo do século XX. Nos primeiros
anos chegaram sírio-libaneses, que se dedicaram inicialmente
ao comércio modesto, passando em seguida a empreendimentos
maiores e a dar origem a profissionais liberais e políticos.
Entre as décadas de 40 e 60 chegou grande número
de migrantes originários do estado do Ceará, em
busca de melhores condições de vida na agricultura.
Dedicaram-se principalmente à lavoura de arroz, o que fez
crescer consideravelmente a produção do estado.
A população indígena do estado do Maranhão
soma 12.238 habitantes, distribuídos entre 16 grupos que
vivem numa área total de 1.908.89 hectares. Desse total,
aproximadamente 86% (1.644.089 hectares), que representam 14 áreas,
já se encontram demarcadas pela Fundação
Nacional do Índio (FUNAI), órgão do Governo
Federal. Cerca de 14%, que correspondem a 264.000 hectares e incluem
apenas duas áreas (Awá e Krikati) ainda estão
em processo de demarcação, embora sejam ocupadas
pelos índios. O grupo mais numeroso é o dos Araribóia,
com população de 3.292 habitantes, que ocupa área
de 413.288 hectares, já demarcada pela FUNAI, no município
de Amarante. O Cana Brava Guajajara é o segundo grupo em
tamanho da população, com 3.143 índios que
ocupam 137.329 hectares nos municípios de Barra do Corda
e Grajaú.
Fontes:
Governo do Estado
do Maranhão / IBGE
/ República
Federativa do Brasil
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Turismo
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TURISMO
DE AVENTURA
A natureza fez do Maranhão um excelente destino para o turismo
de aventura. Duas regiões se destacam: a Chapada das Mesas,
com suas cachoeiras, trilhas e rios, e os Lençóis Maranhenses
com suas dunas, rios e mar.
Chapada das
Mesas - Lugar sob medida para quem gosta de desafios. Sertões,
florestas de buritizais e trilhas são um convite às
caminhadas. E adeptos de esportes radicais, como o rapel (técnica
de descer montanhas em cordas), encontram na região cenários
muito especiais: são as cachoeiras, que circundam as cidades
de Carolina e Riachão, com destaque para as do Cocal, com
quedas d'água que vão de 15 a 86 metros de altura.
Existem ainda áreas propícias para camping. De junho
a novembro, na região, os rios estão menos caudalosos
e mais propícios para banhos
Lençóis
- Nos lençóis, as praias, as areias, lagoas e as águas
do mar e do rio Preguiças se prestam para uma infinidade
de esportes que vão desde as caminhadas até práticas
mais sofisticadas, como esportes a vela, entre eles kite surf, wind
skate, wind car e wind surf. A partir de São Luís
os equipamentos são facilmente transportados de carro para
Barreirinhas, portão de entrada dos Lençóis.
O parque se apresenta ainda mais atraente a partir de junho, quando
cessam as chuvas e a região fica repleta de lagoas.
ECOTURISMO
Localizado numa região de transição, entre
norte e nordeste, o Maranhão conta com paisagens e natureza
tão diversas quanto exuberantes. Os pólos do Delta
das Américas, Lençóis Maranhenses e Chapada
das Mesas oferecem ótimas opções para os praticantes
desse tipo turismo.
Delta das
Américas - Paraíso ecológico onde é
possível observar a natureza em toda sua exuberância.
Em passeios de barco pelos rios e igarapés do rio Parnaíba,
a oportunidade de estabelecer um contato direto com a rica fauna
e flora da região, nadar em praias desertas e observar pássaros.
Uma atração especial é a Ilha do Caju, um recanto
com dunas, florestas e animais silvestres onde a natureza é
carinhosamente preservada.
Lençóis
Maranhenses - Viajar pelos Lençóis é estar
em perfeita sintonia com a natureza. A região está
praticamente intocada e nas áreas próximas a rios
como o Preguiças, a flora e a fauna florescem com exuberância.
Chapada das
Mesas - Cerrados, rios caudalosos, cachoeiras e trilhas fazem
da Chapada das Mesas um paraíso para o turismo ecológico.
O contato com a natureza se revela nas atividades mais simples,
desde uma caminhada pelas trilhas até banhos em cachoeira
como Pedra Caída.
TURISMO CULTURAL E REGIGIOSO
O Pólo de São Luís é o pouso certo para
quem gosta de turismo cultural e religioso. Na capital, o Centro
Histórico, museus, teatros e uma infinidade de manifestações
populares garantem um passeio pra lá de instrutivo. A mistura
de aprendizado e lazer continua em Alcântara e São
José de Ribamar, onde também acontecem algumas das
mais importantes festas religiosas do Estado.
São
Luís - O pólo pode ser visitado em qualquer época
do ano, embora junho seja o mês em que a cidade mais tem a
oferecer. É quando acontecem as festas em homenagem a Santo
Antônio, São João, São Pedro e São
Marçal, e a capital vira pura alegria.
Devotos de São
José de Ribamar podem participar em setembro de uma grande
festa na cidade que leva o nome do Santo e fica a apenas 32 quilômetros
de São Luís. Detalhe: o evento acontece sempre no
mesmo mês, mas os dias são móveis, coincidindo
com a lua cheia.
Em Alcântara,
no segundo domingo de agosto, acontece a festa de São Benedito.
Uma herança bastante viva da marcante presença dos
africanos no Maranhão. Os devotos formam uma grande procissão
que percorre as ruas da antiga cidade, protagonizando um espetáculo
de fé e beleza.
Ainda em Alcântara,
em maio, acontece a Festa do Divino, o mais badalado evento profano-religioso
do Maranhão. A festa tem lugar em várias outras regiões
do Estado, mas é nesta cidade que alcança um esplendor
ímpar. Caixeiras do divino, doces de espécie, imperador,
imperatriz, procissões e fé são sinônimos
dessa fantástica manifestação popular que atrai
anualmente centenas de turistas.
Fonte: Maranhão - Turismo do Estado (link)
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