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| MATO
GROSSO DO SUL |
Localização
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LOCALIZAÇÃO:
o Mato Grosso do Sul, estado brasileiro, fica no sul da região
Centro-Oeste
DIVISAS: Norte = Mato Grosso; Sul e Sudoeste = Paraguai; Nordeste
= Goiás e Minas Gerais; Leste = São Paulo; Sudeste
= Paraná; Oeste = Bolívia
ÁREA (km²): 358.158,7
RELEVO: pantanal, planaltos com escarpas, depressões
O Pantanal cobre o extremo oeste do Estado; as planícies,
o noroeste; e os planaltos com as escarpas das serras do Bodoquena,
o leste
RIOS PRINCIPAIS: Paraguai, Paraná, Paranaíba, Miranda,
Aquidauana, Taquari, Negro, Apa, Correntes
A totalidade dos rios do estado de Mato Grosso do Sul pertence
à bacia hidrográfica do Paraná, que ocupa
área de 358.158,7 km2
VEGETAÇÃO: cerrado a Leste, Pantanal a Oeste, floresta
tropical a Sul
Tipo de vegetação característico da região
Centro-Oeste do Brasil, apresenta árvores e arbustos de
galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pêlos
e raízes muito profundas.
Os campos são regiões cobertas por gramíneas,
características do extremo sul do Brasil, mas também
encontradas no Complexo do Pantanal.
CLIMA: tropical
MUNICÍPIOS (número): 77 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Campo Grande, Dourados, Corumbá,
Três Lagoas
HORA LOCAL (em relação a Brasília): -1h
HABITANTE: sul-mato-grossense
POPULAÇÃO: 2.078.001 (2000)
DENSIDADE: 5,80 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 10,01% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 29,6 óbitos antes de completar um
ano de idade, para cada mil crianças nascidas vivas
CAPITAL: Campo Grande, fundada em: 26/8/1899
HABITANTE DA CAPITAL: campo-grandense
As principais atividades econômicas desenvolvidas no estado
de Mato Grosso do Sul estão relacionadas à agricultura
e à agroindústria, à extração
mineral e à produção de cimento. Os principais
produtos agrícolas cultivados no estado incluem algodão
herbáceo, arroz, cana-de-açúcar, feijão,
mandioca, milho, soja e trigo. O rebanho bovino totaliza 19,6
milhões de cabeças, encontrando-se também
grande número de suínos, eqüinos, ovinos e
galináceos. Em 1992, a atividade mineradora produziu um
total de 833,8 mil toneladas de ferro; 447,6 mil toneladas de
manganês; e 1,1 milhão de toneladas de calcário.
No setor industrial, além da mineração e
da produção de cimento, a indústria alimentícia
também merece destaque.
As idéias separatistas do Mato Grosso do Sul tiveram início
no começo do século, com uma revolta chefiada pelo
coronel Mascarenhas, que resultou na derrota dos rebeldes. O norte
sempre resistiu, por temer o esvaziamento econômico do Estado.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932,
a região sul aderiu ao movimento, sob a condição
de que em caso de vitória obteria a divisão. Em
1o de outubro de 1977, o Mato Grosso do Sul foi finalmente desmembrado,
transformando-se em Estado em 1o de janeiro de 1979, com a posse
do primeiro governador e da Assembléia Constituinte.
O estado de Mato Grosso do Sul formava um só estado juntamente
com o estado de Mato Grosso. Desde o início deste século,
no entanto, a região sul de Mato Grosso aspirava tornar-se
um estado independente, idéia rejeitada pela região
norte, que temia o esvaziamento econômico do estado. Em
11 de outubro de 1977, foi aprovada lei que desmembrou a parte
sul do estado de Mato Grosso, transformando-a em estado em 1º
de janeiro de 1979. A justificativa apresentada pelo governo federal
para o desmembramento foi de que o antigo estado de Mato Grosso
ocupava área geográfica muito extensa e era naturalmente
dividido por marcante diversidade ecológica, o que dificultava
a sua administração. Enquanto a região norte,
na entrada da Amazônia, é coberta por florestas,
a região sul é formada por campos, nela se encontrando
a maior parte do Complexo do Pantanal. O novo estado, criado em
1979, foi governado por um interventor nomeado pelo presidente
da República até o ano de 1982, quando teve lugar
a primeira eleição realizada para governador do
estado.
Para justificar o desmembramento, o governo federal argumentou
que o antigo Estado dispunha de área muito extensa, que
dificultava a administração, além de apresentar
claras diferenças ecológicas.
O estado possui 53.819 km de rodovias, 8,9 % dos quais encontram-se
pavimentados, por onde transita a maior parte de veículos
de transporte de cargas e de passageiros da região. A rede
ferroviária tem 1.208 km de extensão e é
mais utilizada para o transporte de cargas do que de passageiros.
A inexistência de número suficiente de usinas hidrelétricas
faz com que o estado de Mato Grosso do Sul importe grande parte
da energia consumida em seu território. De julho de 1993
a junho de 1994, o estado consumiu 2 bilhões de kwh de
energia elétrica, tendo produzido um total de 198 milhões
de kwh no mesmo período.
É expressiva a população indígena
do estado de Mato Grosso do Sul, superando em número o
total de índios vivendo na parte norte da região,
que antes constituía uma só unidade da federação
e hoje é o estado de Mato Grosso. São 31.069 indígenas,
que ocupam área total de 613.610 hectares, divididos em
38 grupos espalhados em 27 municípios diferentes do estado.
Do total dessas comunidades, 26 já se encontram em áreas
definitivamente demarcadas pela Fundação Nacional
do Índio (FUNAI), órgão do governo federal
responsável pelas questões indígenas. Essa
área total de terras demarcadas no estado de Mato Grosso
do Sul corresponde a 583.031 hectares e nela vivem 28.901 indígenas.
As 12 áreas restantes, que correspondem a um total de 30.579
hectares, ainda se encontram em processo de demarcação,
embora estejam ocupadas de fato pela população de
2.168 índios nelas residentes.
As áreas indígenas no estado de Mato Grosso do Sul
são as seguintes: Água Limpa, Aldeia Buritizinho,
Aldeia Campestre, Aldeinha, Amambaí, Amambaí (Aldeia
Limão Verde), Camba, Carro Marangatu, Cerrito, Guaicuru,
Guaimbé, Guasuti, Guató, Jaguapiré, Jaguari,
Jarará, Kadiweu, Ofayé-Xavante, Panambi, Panambizinho,
Pirajuí, Pirakuá, Porto Lindo, Posto Buriti, Posto
Caarapó, Posto Cachoeirinha, Posto de Taquaperi, Posto
Dourados, Posto Lalima, Posto Limão Verde, Posto Nioaque,
Posto Pilad Rebuá, Posto Sassoró, Posto Taunay-Ipegue,
Rancho Jacaré, Sete Cerros, Sucuri e Takwaraty/Yvykwarusu.
Pantanal - Maior planície alagável do planeta, o
Pantanal tem o tamanho de Portugal, Suíça, Bélgica
e Holanda somados. Resultante do mesmo espasmo geológico
que produziu a Cordilheira dos Andes, é uma bacia na qual
os sedimentos que descem dos planaltos e montanhas vêm se
depositando por milhões de anos. Por essa razão,
o Pantanal nunca é o mesmo. Cada novo ciclo de enchentes
e vazantes altera drasticamente o leito dos rios, cria novas lagoas,
abre córregos e baías. A própria vida na
região pulsa ao ritmo das cheias e vazantes. Ali, há
curiosos exemplos de adaptação das espécies
ao ambiente. O cervo-do-pantanal, um parente do veado-campeiro
do cerrado, está tão habituado a pastar dentro d'água
durante a cheia que desenvolveu uma coloração escura
nas pernas. A cor serve-lhe de camuflagem em meio à vegetação
submersa para evitar o ataque furtivo de piranhas e jacarés.
Durante a seca, em situações extremas, o jacaré
se enterra na lama que sobrou das lagoas e banhados, reduz o metabolismo
e, num tipo de hibernação, espera que volte a chover.
Alguns tipos de sementes de leguminosas conseguem passar meses
submersas, sem apodrecer. Esperando a chegada da seca para, só
então, germinar. (Fonte: Revista Veja. São Paulo,
2 junho de 1999, p. 90)
O Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense se estende por uma
área de 140 mil hectares que abrange os estados de Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul. A maior parte dessa extensão
de terra encontra-se no estado de Mato Grosso do Sul e é
objeto de intensa fiscalização por parte do governo
federal, a fim de que seja preservado seu equilíbrio ecológico,
e sua fauna esteja protegida contra a caça predatória.
A região é muito visitada por turistas de todas
as partes do mundo, por apresentar grande diversidade de fauna
e flora tropical, com espécies típicas de florestas,
cerrado, campos e caatinga. Nela se encontra também grande
variedade de animais selvagens (felinos, jacarés, cobras
gigantes, capivaras, etc.) e muitas espécies de pássaros.
No período das chuvas, a área fica quase totalmente
inundada, fazendo crescer as gramíneas, que são
utilizadas como pastagens no período seco.
Fontes:
Governo do Estado
do Mato Grosso do Sul / IBGE
/ República
Federativa do Brasil
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Turismo
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Mato
Grosso do Sul dispõe de muitas belezas naturais, apresentando
rios de grande piscosidade, ecossistemas complexos e únicos
no mundo e uma bio-diversidade preservada.
Entre seus atrativos destacam-se o Pantanal - a maior planície
alagada do Planeta e que foi reconhecida como o Patrimônio Natural
da Humanidade.
O local abriga pelo menos 665 espécies de aves, duas mil de
plantas e 263 espécies de peixes, o que atrai pescadores de
todo o país. Em Bonito, os atrativos dividem-se em visitas
a grutas e mergulhos em águas límpidas e cachoeiras.
Segundo a Superintendência de Turismo, o Estado oferece, principalmente,
o turismo de pesca, de negócios, contemplativo, de compras
e aventura.
Pelo menos 40% dos atrativos turísticos do Estado são
naturais e ecológicos; 16% estão distribuídos
na categoria histórico-culturais; 28% estão na categoria
folclore; 6% estão em realizações técnicas
e científicas e 10% encontram-se na categoria eventos programados.
Fonte: Governo do Estado do Mato Grosso do Sul (link)
Turismo
Rural
O Turismo Rural é uma atividade que está em crescimento
em todo o mundo. As pessoas estão procurando este tipo de
experiência, devido ao estresse da vida nas grandes cidades
e tabém como uma maneira de reaproximação do
ser humano com a natureza.
Aproveitando
as riquezas naturais e a conservação da cultura, o
Estado de Mato Grosso do Sul, que possui como principal atividade
econômica à pecuária, está aproveitando
o grande número de propriedades rurais apara o desenvolvimento
de atividades ligadas ao turismo rural proporcionando ao visitante
vivenciar o cotidiano do homem do campo.
Segundo o Ministério
do Turismo: O Turismo Rural tem como objetivo aproximar a população
urbana da natureza, promovendo o intercâmbio entre o homem
da cidade e o homem do campo; revitalizar na zona rural a melhoria
da qualidade de vida, conservando os recursos naturais e reabilitando
o patrimônio sócio-cultural.
Preocupado em
atender com qualidade, inúmeras fazendas do estado estão
adaptando seus espaços para receber o turista com conforto,
sem a descaracterização do local, já que o
turismo não deve alterar os costumes das propriedades e sim
servir como um complemento para o espaço.
Para Mato Grosso
do Sul não há nenhuma outra atividade econômica
mais harmonizada com a sustentabilidade do Pantanal do que o turismo
rural.
No estado de Mato Grosso do Sul pode-se encontrar essa modalidade
de atividade turística em alguns atrativos das cidades de
Aquidauana, Miranda e Corumbá.
Fonte: Fundação do Turismo do Mato Grosso
do Sul (link)
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