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PARÁ

Localização

LOCALIZAÇÃO: o Pará fica no centro-leste da região Norte
Cortado pela linha do Equador em seu extremo norte, está localizado entre os paralelos 2N e 5 S e entre os meridianos 56 e 48 W.GR
A origem do nome Pará vem do termo pará, que significa rio-mar na língua indígena tupi-guarani. Era como os índios denominavam o braço direito do rio Amazonas, engrossado com as águas do rio Tocantins, que o torna tão vasto ao ponto de não se poder ver a outra margem, mais parecendo um mar do que um rio. Ao chegarem à região, os portugueses deram primeiramente o nome de Feliz Luzitânia à terra, que foi depois substituído pelo de Grão-Pará (grande rio), para finalmente, se tornar apenas Pará.

FRONTEIRAS: Norte = Suriname e Amapá; Nordeste = Oceano Atlântico; Leste = Maranhão ; Sul = Mato Grosso; Oeste = Amazonas; Noroeste = Roraima e Guiana; Sudeste = Tocantins; Sudoeste = Amazonas e Mato Grosso

ÁREA (km²): 1.253.164,49
É o segundo maior estado do país em superfície, mais de 16% do território nacional (o maior é o estado do Amazonas), o que representa mais de duas vezes o território da França.

RELEVO: planície amazônica a N, depressões e pequenos planaltos. O relevo é baixo e plano; 58% do território se encontram abaixo dos 200 metros. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás, Caximbinho e Acari.
O relevo do estado apresenta três aspectos distintos que incluem (1) o planalto Norte-Amazônico, formado quase integralmente por terrenos cristalinos, representando uma das parcelas do planalto das Guianas, onde se encontram as serras de Acari e Tumucumaque (cerca de 850 metros de altitude); (2) a planície Amazônica, faixa sedimentar estreita e alongada no sentido sudoeste-nordeste, através da qual corre o rio Amazonas; e (3) o planalto Sul-Amazônico, que se consitui parcela do planalto Central brasileiro, elevando-se em direção ao sul, onde se encontra a serra dos Carajás.

RIOS PRINCIPAIS: Amazonas, Tapajós, Xingu, Jari, Tocantins, Pará

A bacia hidrográfica do estado do Pará abrange área de 1.253.164,5 km2, sendo 1.049.903,5 km2 pertencentes à bacia Amazônica e 169.003,5 km2 pertencentes à bacia do Tocantins. É formada por mais de 20 mil quilômetros de rios extensos e perenes como o Amazonas, que corta o estado no sentido oeste/leste e deságua num grande delta estuário com inúmeras ilhas, entre elas a ilha do Marajó, ou os rios Tocantins e Guamá que formam bacias independentes.
Estão também no Pará alguns dos mais importantes afluentes do Amazonas como Tapajós, Xingu e Curuá, pela margem direita, Trombetas, Nhamundá, Maicuru e Jari pela margem esquerda.
A existência desta extensa rede garante duas importantes vantagens: a facilidade da navegação fluvial e um potencial hidroenergético avaliado em mais de 25.000 MW.

VEGETAÇÃO: mangues no litoral, campos na Ilha de Marajó, cerrado a S e Floresta Amazônica
A vegetação é rica, exuberante. São cinco tipos de cobertura vegetal, todos enquadrados na classe de formação de "floresta tropical pluvial": Mata de terra firme, com grande potencial madeireiro Mata de várzea, ao longo dos rios e, por isso, de fácil acesso
· Manguesal, ao longo da costa atlântica, com predominância de dois tipos de vegetação (mangue e siriúba) cuja ocorrência depende do grau de salinidade
Igapó, área de inundação permanente caracterizada por uma vegetação cujas raízes possuem pneumatóforos (pontas descobertas com função respiratória)
Campos naturais, com ocorrência de dois tipos: campos lisos com leguminosas rasteiras e cyperáceas; e campos cerrados, com muruci do campo e caimbá, ambos utilizáveis na pecuária extensiva.

CLIMA: equatorial

MUNICÍPIOS (número): 143 (1996)

CIDADES MAIS POPULOSAS: Belém, Santarém, Marabá, Altamira, Castanhal, Abaetetuba

HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma

HABITANTE: paraense

POPULAÇÃO: 6.192.307 (2000)

DENSIDADE: 4,94 habitantes p/km2

ANALFABETISMO: 16,3% (2000)

MORTALIDADE INFANTIL: 29,3 óbitos por mil crianças nascidas vivas

CAPITAL: Belém, fundada em 12/1/1616
O Forte de Presépio, fundado em 1615 pelos portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação do território foi desde cedo marcada por incursões de holandeses e ingleses em busca de especiarias.
Foi planejada visando a defender ou dificultar investidas de outros estrangeiros na região norte da América portuguesa. Em 1751 tornou-se capital do estado do Maranhão e do Grão-Pará, que abrangia todo o extremo norte do Brasil.

HABITANTE DA CAPITAL: belenense
A composição da economia do estado do Pará é diversificada, baseando-se no extrativismo (mineral e vegetal), na agricultura, na pecuária e também na indústria. Entre os produtos cuja produção mais se destaca encontram-se a laranja, a cana-de-açúcar, o milho, a pimenta-do-reino, o arroz, a mandioca, o cacau, o feijão, frutas silvestres, palmito e coco dendê. Na pecuária predomina a criação de galináceos, seguidos pelos bovinos, suínos, eqüinos e ainda os bubalinos. Na área de mineração destacam-se o ferro, a bauxita, o manganês, o calcário, o ouro e o estanho. Predominam no estado do Pará as indústrias alimentícia, madeireira e de mineração.

No século 17, a região, integrada à capitania do Maranhão e Grão-Pará, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. Em 1774, desfez-se a integração. Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. As lutas políticas continuaram: a mais importante, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província. A economia cresceu rapidamente no século 19 e início do século 20 com a exploração da borracha. Com o declínio deste ciclo, veio a estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 60, com o desenvolvimento agrícola do sul do Estado. Na década de 70, o crescimento foi acelerado com a exploração do ferro na serra de Carajás e do ouro em Serra Pelada.

O Estado do Pará, estrela na Bandeira Nacional acima do dístico "Ordem e Progresso", já foi território independente do Brasil. Ligado diretamente ao Reino de Portugal logo no começo de sua colonização, o Estado do Maranhão e Grão-Pará era separado da então colônia portuguesa na América. Grande parte das terras paraenses também já pertenceram, mesmo que só no papel, à Coroa Espanhola, devido à União Ibérica, entre 1580 e 1640.

Após o fim dessa União Ibérica, foi incentivada a colonização do Pará, cujas terras já estavam sob a mira de outras nações européias. Portugal substituiu o comércio das especiarias orientais pelo extrativismo das chamadas "drogas do sertão", descobrindo uma alternativa econômica e ajudando a desbravar o território do Grão-Pará.

A região onde hoje se encontra o estado do Pará foi diversas vezes invadida desde o início do século XVI, por holandeses e ingleses em busca de sementes de urucum, guaraná e pimenta. A ocupação portuguesa consolidou-se em 1616, com a fundação do forte do Presépio, mais tarde denominado forte do Castelo, na baía de Guajará, que deu origem à cidade de Belém. Em 1621, o território passa a fazer parte da província do Maranhão e Grão-Pará, integração criada com o objetivo de melhorar as defesas da costa e os contatos com a metrópole, uma vez que as relações com a capital da colônia, Salvador, localizada na costa atlântica, eram dificultadas pelas correntes marítimas. No século XVII, a região conheceu um período de grande prosperidade, com a proliferação de lavouras de café, arroz, cana-de-açúcar, cacau e tabaco, além de fazendas de gado. A integração do Maranhão e Grão-Pará foi desfeita em 1774, época que coincidiu com certa estagnação da economia local. No final do século XIX, no entanto, o crescimento econômico foi retomado, a partir da exploração da borracha, que trouxe grande desenvolvimento para a região norte do país. Ao longo do século XIX ocorreram no Pará alguns movimentos de insurgência contra Portugal, entre os quais se destaca o movimento popular da Cabanagem, ocorrido em 1835 e sufocado em seguida, que chegou a decretar a independência da província e instalar um novo governo em Belém.

Existem ainda hoje no estado do Pará cerca de 39 grupos indígenas, espalhados por uma área de 23.819.186 hectares, da qual 8.768.620 hectares já se encontram demarcados. A população indígena estimada pelo IBGE no estado é de 15.450 habitantes. Entre as maiores comunidades em termos populacionais encontram-se os andira marau, que somam 5.825 pessoas distribuídas entre 788.528 hectares nos municípios de Aveiro e Itaituba; e os mundurucus, que são em número de 2.384 e ocupam área de 948.541 hectares no município de Itaituba. Do total de 39 tribos, 21 já ocupam áreas demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Os caiapós formam o grupo que ocupa a maior área já demarcada pela FUNAI (3.284.005 hectares).

Fontes: Governo do Estado do Pará / IBGE / República Federativa do Brasil


Turismo

Turismo vive nova fase no Pará
Karla Ferreira
"Temos tudo para vender o turismo do Pará, inclusive o endereço mais fácil: a esquina do Atlântico com o rio Amazonas." É assim que o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Pará(Abav-PA), Antonio Santiago, define o Pará. E razões não faltam. Além de belezas naturais, o estado possui ritmos e uma rica culinária, capazes de encantar os turistas que passam por aqui.
O presidente da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Adenauer Góes, confirma o otimismo: "O paraense tem uma grande vantagem por ser um povo hospitaleiro, que sabe receber bem. Existe, é claro, necessidade de aprimoramento para que possamos aproveitar mais a presença dos visitantes mostrando nossa cultura, folclore, a gastronomia".
Apesar desse potencial, o Estado contou por algum tempo com fluxo vegetativo de turistas, praticamente não havia investimento no turismo receptivo. Em 1988 isso começou a mudar. Os pacotes, que antes se limitavam a viagens para fora do estado, passaram a explorar mais as belezas do próprio estado. "Retornou das cinzas o turismo de recepção", acredita Antonio Santiago. Já Adenauer Góes atribui a mudança "à conscientização do empresariado de que o turismo feito de forma profissional é um negócio rentável". O resultado foi o aumento no tempo que o turista passa em Belém, que de 2,84 dias no ano de 1999, para 3,46 dias, em 2003, sendo 3,68 para estrangeiros e 3,25 para os brasileiros.
Na mira das empresas de turismo, o Marajó, Santarém, Salinas e o eixo Araguaia-Tocantins se transformam em pacotes bastante procurados, até por causa do preço. Uma viagem ao Pará pode sair mais em conta que o Pantanal e o Amazonas, por exemplo. Segundo Antônio Santiago, quem opta pelo Pará chega a economizar quase 40%. "Para se hospedar na selva, em Manaus, o turista paga aaté 50% a mais, dependendo do hotel". Mesmo assim, o fluxo para Manaus continua sendo maior, principalmente por causa do marketing.
É pela falta de um marketing mais agressivo que a partir de agosto o governo do estado, em parceria com a Federação de Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris do Pará (Faciapa) e outras instituições, lançará uma campanha direcionada para o sudeste do Brasil. A ação contará com a parceria da operadora CVC, que abocanha 68% do mercado turístico nacional.
Até Outubro, a peças publicitárias vão vender a imagem de Belém, ilha do Marajó e Santarém para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O investimento, na ordem de R$ 350 mil, deve aumentar o fluxo de turistas. "A campanha pode alavancar o estado", aposta Antonio Santiago. Acredita-se que o setor possa aumentar o tempo de estadia do turista na região para 4,5 dias.
Se a falta de marketing preocupa, o setor turístico precisa superar outros tantos desafios. A necessidade de um centro de convenções, por exemplo, também pode alavancar o turismo de negócio. A infra-estrutura no transporte para o Marajó também precisa de mudanças. Esta, aliás, é uma das linhas discussão do Fórum de Turismo do Estado do Pará (Fomentur), assinado em junho, que tentará encontar maneiras para facilitar o acesso por vias aérea e fluvial.

¤ Festival do Açaí movimenta Curralinho
¤ Sementes viram matéria-prima para bijuterias
¤ IX Festival das Tribos movimenta mais uma vez Juruti
¤ Turismo na Região das Ilhas
¤ Salvaterra
¤ Belém se prepara para entrar na rota do turismo de negócios
¤ Horto Municipal
¤ Çairé alavanca o turismo em Santarém
¤ Museu Goeldi é local de pesquisa e diversão
¤ Flores do Pará começam a ser valorizadas
¤ Parque da Residência
¤ Investimento de R$ 220 milhões garante Parque Temático em Belém
¤ O passado da avenida Governador José Malcher
¤ Ruínas do Murutucu contam história do período colonial
¤ Praça da República: o coração de Belém
¤ Mercado do Ver-o-Peso
¤ A magia das danças regionais
¤ Turismo de aventura ganha espaço no Pará
¤ O sabor da terra
¤ Complexo Feliz Lusitânia
¤ Estação das Docas
¤ Cores cítricas são a cara do verão
¤ Pólo Joalheiro expõe gemas amazônicas
¤ Turismo vive nova fase no Pará

Fonte: Organização Rômulo Maiorana.

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Ordem dos Economistas do Brasil - Viaduto Nove de Julho, 26 | Utilidade Pública Estadual, Lei nro. 2145 de 16.6.1953 | Utilidade Pública Municipal, Decreto nro. 48.214 de 21.3.2007