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| RIO
DE JANEIRO |
Localização
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LOCALIZAÇÃO:
o Rio de Janeiro, estado brasileiro, fica no leste da região
Sudeste
FRONTEIRAS: Norte e Noroeste = Minas Gerais; Nordeste = Espírito
Santo; Leste e Sul = Oceano Atlântico; Sudoeste = São
Paulo
ÁREA (km²): 43.909,7
RELEVO: planície litorânea com morros, lagos, várzeas
e dunas, planalto a Oeste
Suas costas leste e sul são banhadas pelo oceano Atlântico.
Com relevo diversificado, a paisagem do estado do Rio de Janeiro
apresenta fortes contrastes: escarpas elevadas, tanto à
beira-mar como no interior; mares de morros; colinas e vales;
rochas variadas em baías recortadas pelo litoral, com diferentes
formas de encontro entre o mar e a costa; dunas, restingas e praias
planas; lagos, florestas tropicais naturais; e ainda uma área
de planalto, que se estende a oeste. O ponto mais elevado do estado
é o pico das Agulhas Negras, de 2.787 m de altura, localizado
na serra da Mantiqueira, região sudoeste do estado. A serra
da Mantiqueira é uma imponente escarpa voltada para o vale
do rio Paraíba do Sul, que atravessa os estados de São
Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A serra do Mar é outro maciço relevante que corta
o estado do Rio de Janeiro, ao longo do litoral. Inicia-se ao
norte do estado de Santa Catarina, região Sul, estendendo-se
por mais de 1.000 km até o norte do estado do Rio de Janeiro.
Ao longo desse percurso recebe diferentes denominações
como serra da Bocaina, ao sul do estado, serra da Estrela e serra
dos Órgãos, ao fundo da baía de Guanabara.
RIOS PRINCIPAIS: Paraíba do Sul, Macaé, Muriaé,
Piraí, Guandu
O rio Paraíba do Sul corta todo o estado no sentido sudoeste-nordeste,
formando extenso vale entre as serras do Mar e da Mantiqueira.
É o mais importante do estado e corta as cidades de Resende,
Barra do Piraí e São Fidélis, entre outras
menores, desembocando na região de Campos a nordeste. A
erosão fluvial e as correntes marítimas deram origem
à principal planície aluvial do estado, a baixada
dos Goytacases, no município de Campos, na região
nordeste. Esse processo resultou na formação de
um solo fértil, favorável ao cultivo da cana-de-açúcar
e do arroz.
VEGETAÇÃO: mangue no litoral e Mata Atlântica,
floresta tropical
As matas e florestas (naturais e plantadas) no estado representam
15% do total da área ocupada por estabelecimentos rurais,
ou seja, 500.000 hectares. Encontram-se nas encostas montanhosas
da cidade do Rio de Janeiro as duas maiores florestas urbanas
do mundo: o maciço da Pedra Branca e a floresta da Tijuca.
Esta última cobre uma extensão de 3.300 hectares
e foi tombada pela ONU como reserva da biosfera.
CLIMA: tropical atlântico
MUNICÍPIOS (número): 91 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói,
Duque de Caxias, São Gonçalo, São João
do Meriti, Volta Redonda, Campos, Petrópolis
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: fluminense
POPULAÇÃO: 14.391.282 (2000)
DENSIDADE: 327,74 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 6,30% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 27,1
CAPITAL: Rio de Janeiro, fundada em 1/3/1565
HABITANTE DA CAPITAL: carioca
O estado do Rio de Janeiro é a segunda maior economia entre
os estados brasileiros. Possui grande potencial turístico,
além de relevante parque industrial. É ainda onde
se concentram as maiores jazidas de petróleo do país,
localizadas na plataforma continental a nordeste, no município
de Campos. Destacam-se no estado, as indústrias metalúrgicas,
siderúrgicas, químicas, alimentícias, mecânicas,
editorial e gráfica, de papel e celulose, de extração
mineral, de derivados de petróleo e naval. O Produto Interno
Bruto (PIB) do estado representa 10,91 % do PIB nacional.
Localizado no coração do sudeste brasileiro, a região
mais rica e dinâmica do Mercosul, ao redor do Rio de Janeiro
encontra-se o maior mercado consumidor da América Latina.
Esse mercado deverá crescer aceleradamente nos próximos
anos e, em face do crescimento do produto e da renda do país,
aumento expressivo da demanda ocorrerá também no
Rio de Janeiro, envolvendo praticamente todos os tipos de produtos
e serviços.
Origina-se da plataforma continental do estado do Rio de Janeiro
a maior parte da produção de petróleo do
País. Descoberta em 1974 e utilizando tecnologia nacional
de exploração em águas profundas, a produção
da bacia de Campos, localizada na costa nordeste do estado, alcança
52.600 m3 (330.000 barris) por dia, o que corresponde a 70% da
produção nacional de petróleo.
A agricultura é uma atividade de pouca expressão
no estado, tanto em termos de área quanto em valor da produção.
O fenômeno da modernização agrícola,
que determinou as transformações desse setor no
Brasil a partir da década de 70, não atingiu o interior
do estado do Rio de Janeiro, da mesma forma como ocorreu em outras
áreas da região Sudeste, como no estado de São
Paulo, por exemplo. O Rio de Janeiro apresenta baixas taxas de
produtividade e de capitalização do setor agropecuário,
demonstrando vocação para o desenvolvimento nas
áreas de turismo e indústria. Apresenta perfil fundiário
no qual predominam pequenos estabelecimentos agrícolas,
com área inferior a 10 hectares. Sua superfície
agrícola é de 3.264.150 hectares, dos quais 44%
estão cobertos por pastagens naturais. A área média
dos estabelecimentos agrícolas é de 35,76 hectares
e o total de produtores soma 91.280, em sua maioria proprietários
(68,8%). No entanto, verifica-se tendência à fragmentação
dos estabelecimentos rurais e à concentração
do uso do solo agrícola. A região serrana do entorno
da cidade do Rio de Janeiro vem-se revelando como novo pólo
de produção agrícola do estado, com destaque
para o cultivo de produtos hortigranjeiros.
O principal produto agrícola cultivado no estado é
a cana-de-açúcar. No ano de 1992, foram produzidos
7 milhões de toneladas desse produto, especialmente no
município de Campos dos Goytacases. Outros produtos de
relevância para a economia agrícola do estado do
Rio de Janeiro incluem a mandioca, o tomate, o arroz, o feijão,
o milho, a batata, a laranja e a banana. Foram colhidos no estado
1,4 bilhão de laranjas em 1992, e 31,6 milhões de
cachos de bananas. Em 1995, o rebanho bovino do estado correspondia
a 2,03 milhões de cabeças e o suíno a 281,2
mil cabeças. Entre os galináceos a criação
atingia 17,7 milhões; os eqüinos eram em número
de 149,4 mil; e o rebanho caprino correspondia a 47,6 mil.
Conhecido mundialmente pela diversidade de suas belezas naturais
e pelas magníficas praias que se estendem por toda a sua
orla marítima, o estado do Rio de Janeiro apresenta inegável
vocação para o turismo. Nas cidades do interior
"fluminense" (denominação das pessoas
e locais do estado do Rio de Janeiro) podem ser encontradas atrações
diversas, desde museus e parques, até a prática
do alpinismo ou da caça submarina. Existem opções
para divertimento e lazer, assim como para o enriquecimento cultural
e histórico. Extensa rede de hotéis oferece ao turista
conforto, lazer e cultura em viagem pelo interior do estado. A
imigração européia fez de algumas cidades
como Penedo, de colonização finlandesa, atrações
especiais, onde o visitante convive com os costumes e a culinária
de países distantes.
O Rio de Janeiro originou-se de partes da capitania de São
Tomé e de São Vicente. Entre 1555 e 1567, o território
foi ocupado pelos franceses. Em 1565, foi fundada a cidade do
Rio de Janeiro. No século 17, a pecuária e a cana-de-açúcar
impulsionaram o progresso, definitivamente assegurado quando o
porto começou a exportar as riquezas de Minas Gerais, no
século XIII.
Foi na região do vale do Paraíba onde se iniciaram
as primeiras plantações de café no país,
as quais, mais tarde, se estenderiam para o estados de São
Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Tendo em vista a
crescente demanda pelo produto na Europa, por volta de 1820 o
café começou a figurar na pauta de exportações
do País e, em curto espaço de tempo (1830-1840),
passou a ser o primeiro produto de exportação, tornando-se
o sustentáculo da economia brasileira no século
XIX. A expansão do cultivo do café teve como ponto
de partida a cidade do Rio de Janeiro, onde chegaram as primeiras
mudas, oriundas do estado do Maranhão, região Nordeste,
na segunda metade do século XVIII. Cultivado a princípio
nos arredores da cidade, o café atingiu os municípios
de São Gonçalo, no recôncavo da Guanabara,
e Resende, no vale do Paraíba. Desses pontos, as plantações
irradiaram-se por toda a orla marítima, chegando ao município
de Campos e ao vale do Paraíba. Mesmo tendo se expandido
por outras províncias ao longo do século XIX, a
liderança da produção nacional de café
pertenceu à província do Rio de Janeiro até
a década de 80 daquele século, graças à
produção do vale do Paraíba, que oferecia
condições muito favoráveis ao desenvolvimento
da cafeicultura. Ainda hoje encontram-se nessa região antigos
casarões e fazendas que pertenceram aos chamados barões
do café.
Em 1763, passou a sediar a capital do reino. Com a mudança
da família real para o Brasil, em 1808, a região
foi muito beneficiada como sede do reino.
Em 1834, a cidade do Rio de Janeiro foi transformada em município,
permanecendo como capital do país, enquanto a capitania
passou a província, com sede em Niterói.
Em 1889, a cidade transformou-se em capital da República
e a província em Estado. Com a mudança da capital
para Brasília, em 1960, o município do Rio de Janeiro
tornou-se o Estado da Guanabara. Em 1975, fundiram-se os Estados
da Guanabara e do Rio de Janeiro, com o nome de Estado do Rio
de Janeiro, tendo a cidade do Rio de Janeiro como capital.
O Litoral - O estado do Rio de Janeiro apresenta três
trechos distintos de formação litorânea. O
primeiro, caracterizado pela presença de tabuleiros, baixadas
e restingas, vai do delta do rio Paraíba do Sul, na região
nordeste do estado, até a cidade de Arraial do Cabo, 180
km ao norte da cidade do Rio de Janeiro, local escolhido pelo
piloto Américo Vespúcio, como ancoradouro, quando
ali chegou e fundou a primeira feitoria do Brasil, em 1503. Esta
região é denominada Costa do Sol e inclui praias
famosas como Cabo Frio e Búzios.
O segundo trecho caracteriza-se pela presença de restingas,
lagunas e baixadas, estendendo-se desde Arraial do Cabo até
a ilha de Itacuruçá, 82 km ao sul da cidade do Rio
de Janeiro. As restingas são extensas no litoral, isolando
antigos braços do mar, que hoje formam lagunas. A beleza
desse aspecto da geografia do estado é representada pela
cidade do Rio de Janeiro cuja paisagem reúne montanhas
e rochedos à beira-mar, restingas, lagoas e zonas planas,
outrora ocupadas por pântanos ou pelo mar. O Pão
de Açúcar e o Corcovado, duas montanhas que se tornaram
típicos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro,
são bem representativas dessa região. Na cidade
do Rio de Janeiro encontram-se ainda outras amostras típicas
desse trecho de costa como as lagoas Rodrigo de Freitas e Jacarepaguá;
e as restingas de Ipanema, do Leblon e da Marambaia.
O terceiro tipo de litoral encontrado no estado do Rio de Janeiro
estende-se da ilha de Itacuruçá até a região
de Parati, ao sul, e caracteriza-se pelo mergulho da serra do
Mar no oceano. Também conhecido como Costa Verde, esse
trecho apresenta praias e cordões arenosos estreitos, situados
na base de escarpas ou acompanhando as pequenas planícies.
É uma região de beleza deslumbrante, que reflete
o contraste entre o mar e a montanha, com cachoeiras por entre
as matas, praias delicadas e recantos incrustados nos paredões
de rochas, além de rica fauna marítima que convida
à pesca submarina.
Costa do Sol - Esta região costeira se estende na
direção norte do estado e se caracteriza pela convivência
harmoniosa de contrastes entre o luxo e a simplicidade, o colonial
e o moderno, diferentes tipos de culinária, de embarcações
e de modos de vida. A atividade mais tradicional da região
é a extração de sal, que se estende por toda
a costa fluminense, tendo no moinho de vento o seu símbolo
característico. As colônias de pescadores também
marcam o perfil dessa região, dando uma tonalidade rústica
à paisagem. Tem como principais atrações
turísticas os balneários de Búzios, Cabo
Frio, Arraial do Cabo, Rio das Ostras, Maricá e Saquarema.
Originariamente uma vila de pescadores, o atual município
de Búzios, com área de 95 km2, foi até recentemente
parte do distrito de Cabo Frio e é famoso pelo aspecto
bucólico de suas praias. Fica a 191 km da cidade do Rio
de Janeiro e é muito procurado por turistas no final do
ano, para as festas de réveillon. A cidade de Cabo Frio,
distante 168 km do Rio de Janeiro, tem área de 431 km2
e 84 mil habitantes. Seu passado histórico reflete-se na
arquitetura colonial e em monumentos como o Forte São Mateus,
construído em 1650. É conhecida por suas imensas
dunas de areia muito branca e fina, que se estendem até
Arraial do Cabo, ao sul, bem como pelo colorido de suas águas,
onde é freqüente a presença de corais. Arraial
do Cabo tem 19 mil habitantes e concentra ainda hoje grande número
de pescadores, além de pesquisadores oceanográficos
e amantes do mar. Sua principal atração é
o Pontal do Atalaia, imensa pedra que avança para o mar
e é freqüentemente visitada por cardumes de golfinhos.
Rio das Ostras tem 210 km2 de área e 20 mil habitantes.
Trata-se de uma cidade mais modesta, procurada por turistas que
buscam locais tranqüilos para a pesca. Situa-se a 170 km
do Rio de Janeiro, próxima à cidade de Araruama,
de 58 mil habitantes, onde se localiza a lagoa do mesmo nome.
Maricá é o balneário que se encontra mais
próximo à cidade do Rio de Janeiro, entre os mais
importantes da Costa do Sol. Não obstante a proximidade
com a grande cidade, Maricá não perdeu o aspecto
de pequena aldeia. Tem área de 339 km2 e 46 mil habitantes.
Saquarema, com 382 km2 tem 37 mil habitantes e fica a 102 km da
cidade do Rio de Janeiro. É conhecida pelo festival de
surf promovido todos os anos na praia de Itaúna, no mês
de maio, que atrai jovens de várias partes do país.
Região Serrana - Esta parte do estado inclui cidades
localizadas entre as montanhas da serra dos Órgãos,
sendo Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo suas
melhores representantes. Petrópolis e Nova Friburgo foram
colonizadas por imigrantes suíços e alemães,
possuindo, portanto, características físicas e culturais
dessas regiões. Petrópolis nasceu e se desenvolveu
como a cidade imperial, visto ter sido a favorita do monarca D.
Pedro II, que ali passava a temporada de verão, para fugir
do calor da cidade do Rio de Janeiro. A colônia germânica
estabeleceu-se inicialmente na cidade para servir à família
real, deixando também influências marcantes nos hábitos,
na alimentação, no estilo das moradias e do mobiliário
local. Com área de 826 km2 e 255 mil habitantes, a cidade
de Petrópolis fica a 68 km do Rio de Janeiro e possui várias
atrações como o Museu Imperial, antiga residência
da família real, com grande acervo de objetos pertencentes
à realeza, inclusive a coroa de D. Pedro II; a festa do
Colono Alemão, que acontece no mês de junho, reunindo
atividades diversas; o famoso hotel Quitandinha, antigo cassino
construído na década de 40, já na era republicana;
o Palácio de Cristal; a Catedral de São Pedro de
Alcântara, além de parques e jardins. É ainda
um significativo pólo de produção da indústria
têxtil, especialmente malharia, de mobiliário e de
produtos alimentícios industrializados. Saindo de Petrópolis
pela estrada serrana que a liga a Teresópolis, o viajante
passa pela rota das hortências, ziguezagueando pelas montanhas
esculturais e íngremes. O símbolo da cidade de Teresópolis
é a montanha chamada Dedo de Deus, uma formação
de pedra no alto da serra dos Órgãos, que se assemelha
a um dedo indicador, apontando, em direção ao céu.
No mesmo local encontra-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos,
com paisagem exuberante, piscina natural e trilhas para caminhadas
na mata. O clima de Teresópolis, assim como o de Petrópolis
e de Nova Friburgo, é frio no inverno, com temperatura
amena no verão. São famosos ainda os restaurantes
e os confortáveis hotéis-fazenda de Teresópolis,
onde o visitante encontra conforto e opções de lazer
em paisagens aprazíveis e bucólicas. Embora não
possua indústrias, Teresópolis tem um comércio
variado, que inclui confecções, móveis, plantas
e artesanato. Fazem parte dos atrativos da cidade, as belas casas
de veraneio construídas em suas encostas. Em Nova Friburgo
as principais atrações são os rios e suas
corredeiras, onde é comum a prática da canoagem.
O povoado de Lumiar é também uma das principais
atrações do município de Nova Friburgo, além
dos restaurantes típicos, do passeio de teleférico
ao morro da Cruz, de onde se tem uma vista panorâmica da
região, e da visita às Furnas do Catete, com suas
estranhas formações rochosas, como a pedra que se
assemelha a um cachorro sentado. Nova Friburgo, como Petrópolis,
abriga várias indústrias, destacando-se a produção
de couro e rendas, e ainda a fabricação de produtos
alimentícios artesanais como biscoitos amanteigados, licores
e doces.
Costa Verde - Exibindo um dos cenários mais bonitos
da costa brasileira, em que as montanhas entram em contato com
o mar, a região denominada Costa Verde inclui mais de 2.000
praias e 300 ilhas protegidas das intempéries do mar aberto
pela restinga de Marambaia. As cores da água nessa parte
do litoral fluminense, em várias tonalidades de verde,
constituem atrativo especial. Ideal para a prática de qualquer
modalidade de esporte aquático, esse trecho da costa brasileira
reúne excelentes condições para a navegação
desportiva e concentra 90% da frota de embarcações
de lazer do país. É grande o número de praias
desertas, às quais só é possível o
acesso por mar; areias brancas à beira de águas
calmas e transparentes; e correntes marítimas generosas
que trazem grande quantidade de lagostas e várias espécies
de peixes às redes dos pescadores. Estes se encarregam
de narrar aos visitantes as lendas da região, que remontam
aos tempos em que a cidade de Angra dos Reis era esconderijo de
corsários.
Parati - Sua ocupação remonta ao século
XVI, em decorrência da abertura de caminhos que ligassem
as províncias de São Paulo e Minas Gerais às
do Rio de Janeiro. Fazendeiros e comerciantes foram aos poucos
se estabelecendo na região, gerando significativo dinamismo
econômico na época do Império. Em 1844, a
vila de Parati foi elevada à categoria de cidade. Nesse
período, Parati, juntamente com Angra dos Reis e Mangaratiba,
eram importantes núcleos para o escoamento da produção
de café do vale do Paraíba. Em fins do século
XIX, inicia-se o declínio da região de Parati, resultado
de inúmeros fatores, entre eles a abolição
da escratura, em 1888, que provocou o êxodo rural dos libertos;
a mudança da rota da produção cafeeira, que
passava a ser transportada por via férrea, não mais
utilizando as estradas que tinham em Parati um dos pontos de desembarque;
e a obstrução dos rios, resultando em surtos epidêmicos,
como o da malária. No início do século XX,
a população local não passava de 10.000 habitantes.
Considerado o maior e mais completo monumento do período
colonial no estado do Rio de Janeiro, a cidade de Parati encontra-se
às margens da baía de mesmo nome, que é um
prolongamento da baía de Angra dos Reis. Tombada como Patrimônio
Histórico da humanidade, seus casarios antigos e o calçamento
das ruas estreitas formam cenário de grande valor histórico
e beleza singular. A cidade é preservada em sua arquitetura
de estilo colonial e muito visitada por artistas, especialmente
pintores, que vêm registrando suas belezas e seus traços
históricos em várias obras. Dentre os principais
monumentos históricos da cidade encontra-se a Igreja de
Santa Rita, importante referencial do perfil arquitetônico
avistado a partir do mar para a terra.
Região de Itatiaia - A preocupação
em preservar a natureza é mais antiga nessa região
do que em outras partes do estado. É onde se encontra localizado
o primeiro Parque Nacional criado no Brasil, em 1937. O Parque
Nacional de Itatiaia apresenta paisagem alpina, com temperaturas
baixas e nevascas ocasionais no alto das montanhas durante o inverno.
Em seus 12 mil hectares de extensão pode ser encontrada
uma reserva ecológica de fauna e flora exuberante.
Os turistas que visitam essa área estão geralmente
em busca de integração com o meio ambiente repleto
de belezas naturais, que exibem cataratas e pequenas cascatas
propícias ao banho e locais para alpinismo ou caminhadas
na mata. A mais conhecida entre as quedas d'água do parque
é a cachoeira chamada Véu de Noiva, localizada no
córrego da Maromba. É uma queda d'água de
30 metros de comprimento, que desliza sobre alto penhasco de pedra,
formando uma nuvem branca de gotículas que se espalha pelo
ambiente em torno e dá a impressão de ser um manto
branco, como os que cobrem as noivas ao subirem ao altar. O local
é repleto de corredeiras e propício à prática
da canoagem. Após deslizar por entre pedras e caminhos
tortuosos, as águas do rio Preto, que cortam o parque,
formam agradável piscina natural de 100 metros quadrados,
que convida ao descanso e ao relaxamento. A temperatura média
anual do parque é de 11 graus e nele se situa o pico das
Agulhas Negras, com 2.787 metros de altura, o ponto mais alto
do estado do Rio de Janeiro.
Em todas as cidades dessa região podem ser observados traços
bucólicos e característicos da cultura européia
trazida pelos imigrantes. O artesanato de tapeçarias e
objetos de decoração é muito popular. Itatiaia,
a maior cidade da região está a uma altitude de
390 m e tem 248 km2 de área. Encontra-se a 174 km da cidade
do Rio de Janeiro e tem população de 16 mil habitantes.
Visconde de Mauá, fundada em 1908 por imigrantes suíços
e alemães, foi descoberta por grupos hippies na década
de 70, tornando-se desde então um local identificado com
a vida integrada à natureza. Encontra-se a 1.200 m de altitude
e tem área de 400 km2. Engenheiro Passos, com 7 mil habitantes
e 176 km2 de extensão, possui hotéis-fazenda confortáveis,
onde são oferecidas opções de lazer, além
de culinária variada e de boa qualidade. O pequeno povoado
de Penedo, de 8 mil habitantes, 25 km2 de área, a 600 m
de altitude, mantém até hoje os traços e
hábitos dos imigrantes finlandeses que o fundaram em 1929.
A arquitetura, a culinária, os costumes, as festas (baile
finlandês) e as saunas finlandesas chamam a atenção
dos visitantes, tornando-se atrações especiais do
lugar. É a região que apresenta as temperaturas
mais baixas do estado, tendo também o frio como um de seus
atrativos.
Fontes:
IBGE / República
Federativa do Brasil / Governo
do Estado do Rio de Janeiro
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Turismo
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Os primeiros
portugueses que aportaram na baía da Guanabara perderam o
fôlego diante de sua beleza extraordinária. Às
margens da baía cresceu o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa.
Nome de fantasia para uma combinação perfeita de mar,
terra, clima e gente. Caldo agradável das culturas indígena,
branca e negra, fermentado em grandioso cenário natural.
Cidade cosmopolita, capital do Brasil por quase 200 anos, o Rio
de Janeiro é um dos principais centros de cultura do país,
com seus inúmeros cinemas, teatros, museus, salas de concerto,
casas de show, galerias de arte e bibliotecas. Grande pólo
gastronômico, os restaurantes da cidade oferecem inúmeras
opções, da cozinha internacional a pratos típicos
de todas as regiões do Brasil.
Poucas
cidades no mundo conseguem reunir, de forma tão despojada,
todos os pequenos ícones que fazem da vida uma festa: praia,
sol, samba, cerveja gelada, boa comida, futebol, gente bonita, ruas
de curvas leves que desembocam em pequenas florestas tropicais.
O Rio de Janeiro é pura modernidade, e é também
um reencontro cotidiano com o passado. O barroco de igrejas e mosteiros,
o art déco de fachadas residenciais bastante preservadas,
a arquitetura modernista dos anos 50, tudo isso faz do Rio testemunha
de sua própria história.
O Rio é uma cidade que ecoa, que vibra. Com o batuque dos
surdos, tamborins, pandeiros e cuícas, que marcam o compasso
do Carnaval. Com a explosão de um gol no estádio do
Maracanã, onde 170 mil pessoas torcem pela vitória
dos times de futebol. Com a arrebentação das ondas
nas pedras e com os estampidos coloridos da queima de fogos na virada
do ano. O Rio pulsa em permanente celebração à
vida.
Praias
Ir à praia no Rio é mais do que abandonar-se na areia
e desfrutar do mar. É caminhar, andar de bicicleta, encontrar
os amigos, olhar o pôr-do-sol, apreciar o movimento no calçadão,
beber uma água de coco ou uma cerveja bem gelada e esperar
anoitecer.
Corcovado
Ver a cidade do alto do Corcovado, onde está o Cristo, de
braços abertos sobre a baía da Guanabara. Chega-se
ao mirante de carro ou em um trenzinho turístico, que sobe
o morro cortando a floresta.
Pão de Açúcar
Outro cartão-postal do Rio de Janeiro, é um morro
que fica na entrada da baía de Guanabara. Chega-se lá
por um bondinho teleférico panorâmico, que oferece
uma das mais belas vistas da cidade.
Floresta da Tijuca
Bem próxima à Zona Sul, é uma floresta tropical
com toda a sua exuberância, cachoeiras e cascatas, dentro
da área urbana.
Jardim Botânico e Lagoa
Passear no Jardim Botânico, fazer caminhadas à sombra
das aléias de palmeiras, respirando o ar puro e a paz das
alamedas é um dos programas mais indicados para fugir do
calor. Dar uma volta a pé ou de bicicleta, pela orla da Lagoa
Rodrigo de Freitas, magnífico espelho d'água cercado
de montanhas, que conta com uma equipada área de lazer e
quiosques onde se pode comer e beber bem.
Museu de Arte Contemporânea
Projetado por Oscar Niemeyer, na cidade de Niterói, que fica
do outro lado da baía de Guanabara. Chega-se a Niterói
por barcas que saem a todo instante do centro do Rio.
Carnaval
Visitar a cidade no Carnaval e assistir ao que é chamado
"o maior show da terra", o desfile das escolas de samba
no Sambódromo. É um espetáculo de cores, música
e ritmo inesquecível e envolvente.
Reveillon
Passar o reveillón em Copacabana e participar de uma das
mais belas festas coletivas do Rio. A população, vestida
de branco, ocupa toda a orla e, à meia-noite, inicia-se um
espetáculo de queima de fogos que leva a multidão
ao delírio.
INFRA-ESTRUTURA
A cidade dispõe também de uma excelente rede hoteleira
e de agentes de turismo. Há um bom sistema de comunicações
e instalações apropriadas para eventos de todo o porte,
como foi a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente realizada
pela ONU em 1992, que reuniu quase uma centena de chefes de estado
no maior centro de convenções da cidade.
COMO CHEGAR
O Rio de Janeiro fica a 1150 km de Brasília e a 420 km de
São Paulo. É servido por um enorme e moderno Aeroporto
Internacional, que recebe vôos de todas as partes do Brasil
e do mundo. O aeroporto do Galeão, próximo ao centro,
opera com vôos domésticos. Possui terminais rodoviários,
com ônibus para cidades de todo o Brasil.
Links Interessantes:
Empresa Turismo do Município do Rio de Janeiro S.A. (link)
Revista Rio (link)
Fonte:
Ministério do Turismo - Governo Federal (link)
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