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LOCALIZAÇÃO:
Roraima, estado brasileiro, fica no noroeste da região Norte
O nome do estado de Roraima origina-se das palavras roro, rora,
que significa verde, e ímã, que quer dizer serra,
monte, no idioma indígena ianomâmi, formando serra
verde, que reflete o tipo de paisagem natural encontrada na região.
Seu território compõe-se, em sua maior parte, de terrenos
cristalinos pertencentes ao Escudo das Guianas
FRONTEIRAS: Norte e Nordeste = Venezuela; Leste = Guiana
DIVISAS: Oeste e Sul = Amazonas; Sudeste = Pará
ÁREA (km²): 225.116,1
RELEVO:
planalto no Norte, depressões no Sul
O relevo é bastante variado; junto às fronteiras da
Venezuela e da Guiana ficam as serras de Parima e de Paracaima,
onde se encontra o monte Roraima, com 2.875m de altitude
RIOS PRINCIPAIS: Branco, Uraricoera, Catrimani, Mucajaí,
Alalaú, Tacutu
A bacia hidrográfica do estado de Roraima pertence à
bacia Amazônica e tem 204.640 km2 de extensão.
VEGETAÇÃO: Floresta Amazônica com pequena faixa
de cerrado a Leste
Em sua porção ocidental e meridional o estado é
coberto pela floresta Amazônica, mas toda a porção
centro-oriental é caracterizada pela presença de formações
arbustivas e herbáceas (campinas e cerrados).
CLIMA: equatorial a Norte, Sul e Oeste, tropical a Leste
MUNICÍPIOS (número): 15 (1997)
Sete dos 15 municípios do estado foram instalados com a posse
do cargo de seu primeiro prefeito, em 1º de janeiro de 1997
CIDADES MAIS POPULOSAS: Boa Vista, Rorainopolis e Caracarai.
HORA LOCAL (em relação a Brasília): -1h
HABITANTE: roraimense
POPULAÇÃO: 324.397 (2000)
DENSIDADE: 1,44 habitantes p/Km2
ANALFABETISMO: 12% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 36,6 óbitos antes de completar um ano
de vida, por cada grupo de mil crianças nascidas vivas
CAPITAL: Boa Vista, fundada em 9/7/1890
A distância de Boa Vista à capital do país,
Brasília, é de 4.275 km. A cidade está interligada
a Manaus, capital do estado do Amazonas, pela rodovia BR 174 (785
km) e a rodovia BR 401 (205 km) estabelece ligação
com Bonfim, na República Cooperativista da Guiana. Além
desses acessos por via terrestre, sua ligação com
as demais regiões do país são feitas por via
aérea
HABITANTE DA CAPITAL: boa-vistense
A agricultura, a pecuária e as atividades ligadas ao extrativismo
mineral e vegetal constituem a base da economia do estado de Roraima.
Na agricultura destaca-se a produção de arroz, feijão,
milho, mandioca e banana. A principal criação na área
da pecuária é a de gado bovino, que totaliza 350 mil
cabeças no estado. É também significativa a
criação de suínos e galináceos. Existem
ainda reservas de diamantes, cassiterita, molibdênio, bauxita,
cobre, areia, argila e granito, além da extração
de ouro, que chegou a alcançar, já depois de beneficiado,
um milhão de gramas no ano de 1992.
O antigo território do Rio Branco, transformado no atual
Estado de Roraima, pelo Art. 14 do Ato das Disposições
Transitórias da Constituição Brasileira, promulgada
em 1988 - o período de 5 de outubro de 1988 a 31 de dezembro
de 1990 é considerado de transição do Território
para o Estado, foi disputado por espanhóis, portugueses,
holandeses e ingleses desde o início do século XVI.
Seus povoados, no entanto, somente começaram a se instalar
no século XVIII, após o extermínio de grande
número de indígenas. Em 1858, o governo federal criou
a freguesia de Nossa Senhora do Carmo, transformada no município
de Boa Vista do Rio Branco, em 1890. Em 1904 houve grave disputa
territorial com a Inglaterra, que tirou do Brasil a maior parte
das terras da região do Pirara, pequeno afluente do rio Maú,
incorporadas à Guiana Inglesa. A partir de 1943, foi criado
o Território Federal do Rio Branco, cuja área foi
desmembrada do estado do Amazonas. Passou a chamar-se Território
Federal de Roraima a partir de 13 de dezembro de 1962. Em 5 de outubro
de 1988, com a promulgação da nova Constituição
do país, o território foi transformado em estado da
federação.
A criação da freguesia de Nossa Senhora do Carmo,
em 1858, transformada em município de Boa Vista, em 1890,
consolidou a organização local. A disputa pelas terras
com a Inglaterra só terminou definitivamente em 1904, com
a arbitragem do soberano italiano Vítor Emanuel II, que tirou
do Brasil o trecho do Pirara, incorporado à Guiana Inglesa.
Em 1943, com o desmembramento do município do Estado do Amazonas,
foi criado o Território Federal de Rio Branco, que, em 1962,
passou a denominar-se Roraima. Sua ocupação efetiva
só ocorreu graças à descoberta de ouro e diamantes.
Em 1988, foi transformado em Estado.
Existe ainda hoje no estado de Roraima uma população
de aproximadamente 30.000 indígenas, distribuídos
entre 200 aldeias, que ocupam área de 14.882.879 hectares.
Um total de 24 dessas áreas já se encontra demarcado
em definitivo pela Fundação Nacional do Índio
(FUNAI), órgão do governo federal responsável
pela questão. A maior comunidade em termos populacionais
é o grupo dos ianomâmi, que vive em terras pertencentes
aos municípios de Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí
e Mucajaí. Sua população de 9.910 índios
ocupa área total de 9.419.108 hectares. Até a década
de 80 prevalecia entre os estudiosos de povos indígenas,
a previsão de que o desaparecimento de suas tribos era iminente,
devido aos casos de assassinatos e doenças provocadas pelo
contato com a população branca e os constantes deslocamentos
para terras improdutivas. Atualmente, verifica-se um prognóstico
demográfico positivo para a população indígena
brasileira, que está voltando a recuperar seu crescimento.
História:
Pelo rio Branco chegaram os primeiros colonizadores portugueses.
Mas o vale do rio Branco sempre foi cobiçado por ingleses
e holandeses, através da Guiana que aqui estiveram em busca
de índios. Os espanhóis pelo território da
atual Venezuela também chegaram a invadir a parte norte do
rio Branco e no rio Uraricoera. Os Portugueses derrotaram e explusaram
todos os invasores e estabeleceram a soberania de Portugal sobre
a região. A construção do Forte São
Joaquim na confluência dos rios Uraricoiera e Tacutu, em 1775
foi um marco decisivo na conquista do rio Branco pelos portugueses.
A decisão para construir o Forte São Joaquim, hoje
destruído, foi tomada para que, a partir do Forte, os portugueses
pudessem enfrentar a cobiça internacional e assegurar a soberania
de Portugal sobre as terras do vale do Rio Branco. Após o
domínio na região, os portugueses partiram para a
criação de povoados reunindo os próprios índios
da região. Foram criados: Senhora da Conceição
e Santo Antônio (no rio Uraricoera), São Felipe (no
rio Tacutu) e Nossa Senhora do Carmo e Santa Bárbara (no
rio Branco). Os índios não se sujeitaram às
condições impostas pelos portugueses aos povoados.
Assim, esses não se desenvolveram. Em 1789, o comandante
Manuel da Gama Lobo D'Almada, para garantir a presença do
homem, dito civilizado nos campos naturais do rio Branco, introduziu
o gado bovino e eqüino. Inicialmente na fazenda São
Bento, no Uraricoera, depois na fazenda São Jóse,
no Tacutu e na fazenda São Marcos, em 1799. Esta ainda hoje
existe, pertence aos índios e está localizada em frente
ao local onde existia o Forte São Joaquim. Quem mais atentou
contra a soberania portuguesa na região foram os ingleses.
Entre 1810 e 1811, militares ingleses penetraram na região,
mas foram impedidos de prosseguirem com o trabalho de penetração
pelo comandante do Forte São Joaquim. Com as muitas invasões
inglesas, foi decidido demarcar a nova fronteira entre o Brasil
e a Guiana. A colonização do Rio Branco foi dividida
em quatro períodos:
1. Da "descoberta" do rio Branco, em 1750, até
o ínicio do século XIX;
2. Do ínicio do século XIX, até a criação
do município de Boa Vista, em 1890;
3. Da criação do município de Boa Vista, em
1890, até a criação do Território Federal
do Rio Branco;
4. Da criação do Território Federal aos dias
atuais.
Fonte: FREITAS, Luiz Aimberê Soares de - Estudos Sociais de
Roraima (Geografia e História).
Fontes:
Governo do Estado
de Roraima / IBGE
/ República
Federativa do Brasil
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As
serras, florestas, cachoeiras e pinturas rupestres do Parque Nacional
do Monte Roraima. A amplidão do lavrado, a mais bela savana
amazônica e os rios e várzeas de Caracaraí.
A natureza concedeu à Roraima belezas inigualáveis.
Roraima abriga em seu território extensas áreas de
floresta tropical e as belas savanas amazônicas, conhecidas
regionalmente como lavrado. Possui, ainda, rios em abundância,
com cachoeiras, corredeiras e praias apropriadas ao ecoturismo.
O estado tem a maior parte de seu território acima da linha
do Equador.
O estado selecionou duas regiões para receber os investimentos
do Proecotur: o nordeste do estado, onde está o Parque Nacional
do Monte Roraima e os lavrados roraimenses, e a área de Caracaraí,
cidade localizada às margens do rio Branco, o principal do
estado.
É no Parque Nacional do Monte Roraima que está o ponto
mais setentrional do país, a Serra do Caburaí, próximo
à tríplice fronteira Brasil-Venezuela-Guiana. O parque
ostenta formações geológicas de rara beleza,
envolvidas por florestas, e acolhe nascentes de rios importantes
da região, como o Cotingo, que exibe várias quedas
d'água ao longo de seu curso. Nas rochas do parque é
possível ver também registros de povos pré-históricos
que habitaram a região. O Monte Roraima é um dos pontos
mais elevados do país, com 2.875 metros de altitude. Próximos
ao parque estão também o município de Uiramutã
e a Serra do Sol, outro ponto culminante, com 2.400 metros de altitude.
Ao sul do parque nacional está a Serra do Tepequém,
encravada no lavrado roraimense, no município de Amajari.
Trata-se de uma formação vulcânica, em cujo
topo há uma cratera onde funcionou o primeiro garimpo de
diamantes do estado. O antigo caminho usado pelos garimpeiros para
subir seus 1.400 metros de altitude funciona hoje como uma trilha
para apreciadores de trekking. Região de nascentes, a Serra
do Tepequém tem ainda as cachoeiras do Paiva e do Funil com
atrativos adicionais.
No centro do estado, onde as savanas dão lugar à densa
floresta tropical, está o município de Caracaraí.
Situado às margens do rio Branco, Caracaraí é
cortada por vários outros rios que formam extensas várzeas
durante a estação chuvosa, atraindo grande variedade
de animais. A região está protegida por várias
unidades de conservação, entre as quais o Parque Estadual
da Serra da Mocidade e o Parque Nacional do Viruá. Por conta
dessas características ecológicas, Caracaraí
tem em operação três hotéis de selva
que alojam visitantes do mundo inteiro, especialmente praticante
da pesca esportiva.
Como chegar
Portão de entrada do pólo de Roraima, a capital Boa
Vista conta com aeroporto internacional. A viagem de avião
entre Brasília e a capital roraimense dura cerca de 4h50.
Roraima é percorrida de norte a sul pela rodovia BR-174,
que, partindo de Manaus (AM) passa pela Capital e chega até
a fronteira com a Venezuela, onde conecta-se com outra estrada que
vai até o caribe venezuelano. Entre Manaus e Boa Vista, são
785 quilômetros de estrada totalmente pavimentada, que dá
acesso aos vários municípios do estado.
Fonte: MMA (Ministério do Meio Ambiente)
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