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ISE

ISE - Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia

ABRIL 2010

 

O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia - ISE, calculado pela Fecomercio em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil - OEB, registrou leve alta em abril de 0,9% em relação a março. Neste mês o índice geral chegou aos 110 pontos contra os 109 pontos vistos no mês anterior. O ISE varia de 0 a 200, sendo considerado patamar de pessimismo abaixo dos 100 pontos e acima dessa pontuação, patamar otimista.

 

Houve uma divergência no resultando quando analisados os sub-índices, Atual e Futuro. O primeiro apresentou alta de 3%, enquanto o segundo uma leva queda de 0,8%. Apesar destas variações, os dois sub-índices estão acima dos 100 pontos e, por conseqüência, o Índice Geral. O Atual apontou os 103,8 pontos (86% acima de abril de 2009) e o Futuro 116,3 pontos (4% maior que abril de 2009).

 

O item Cenário Internacional apresentou a maior elevação do mês (ou 8%), saltando para 157,9 pontos. A principal influência foi pelo sub-índice Atual que subiu 12,5%, muito acima dos 4% do sub-índice Futuro. Além de não haver nenhuma turbulência na conjuntura internacional, no período da coleta dos dados do ISE vieram informações positivas sobre a crise na Grécia com o pedido de empréstimo ao FMI.

 

Outros dados positivos do ISE foram: Nível de Emprego com alta de 3,8% atingindo os 147,6 pontos; Oferta de Crédito ao Consumidor com incremento de 4,1% e levando o item aos 130,6 pontos e Salários Reais que subiu 3,5% com o patamar de 123,6 pontos.

 

Por outro lado o item Nível de Atividade Interna - PIB (169 pontos) registrou variação negativa de 2,6%. De qualquer forma este item obtém a maior pontuação do indicador geral. Essa leve queda pode ser considerada como normal ou como um ajuste de confiança uma vez que está em um patamar elevado.

 

Para esses bons números sobre o cenário interno, pode ser considerado que há uma percepção de que as condições econômicas vêm melhorando sob vários aspectos, recuperação da produção industrial, aumento expressivo no volume de vendas no varejo, taxa de juros ao consumir em níveis baixos historicamente, mas principalmente na melhoria de emprego e renda.

 

O item Taxa de Câmbio obteve queda de 5,4%. Em abril o indicador voltou a ficar perto da fronteira entre pessimismo e otimismo, com 101,6 pontos. Apesar do índice Futuro para este item ter tido uma queda expressiva de 8,3% com 114,6 pontos ainda permanece na área otimista. Entretanto o índice Atual que caiu 1,5% está com 88,7 pontos. Portanto os economistas acreditam que o atual patamar da taxa de câmbio ainda se encontra inadequado para a economia, mas para daqui a um ano já esteja satisfatório.

 

Conforme acontecido em março, três itens continuam influenciando negativamente o ISE. O valor mais baixo do indicador está com o item Gastos Públicos (28,4 pontos) que apesar da melhora marginal de 3,6%, ainda se situa próximo a área de extremo pessimismo (0 pontos). Isso significa que os economistas acreditam que o governo deverá aumentar seus gastos tanto na atual conjuntura (11,3 pontos) quanto para daqui a 12 meses (45,5 pontos).

 

Outros dois itens que ainda estão no patamar pessimista são: Taxa de Inflação (64,3 pontos) e Taxa de Juro (66,3 pontos). Sobre o primeiro a elevação foi de 1,1%, influenciado principalmente pela avaliação atual (53,8 pontos) que subiu 8,8% enquanto a avaliação futura (74,8 pontos) caiu 3,7%. Quando se analisa o primeiro trimestre deste ano pelo IPCA (IBGE) nota-se estar este índice com elevação de 2,06% acima daquela de 1,23% no mesmo período de 2009. Essa pressão, que pode parecer sazonal, ainda influencia a avaliação negativa dos economistas, os quais acreditam haver tendência de aumento dos preços tanto no curto quanto no longo prazo.

 

Quanto ao segundo item, registrou queda de 11,7%, em função da avaliação atual (52,8 pontos) que apresentou queda de 19,5%, enquanto a avaliação futura (79,8 pontos) reduziu em 5,7%. Portanto os economistas consultados consideram que a taxa básica de juros continua inadequada para a economia.

 

Enfim, o ISE vem se mantendo no patamar de otimismo desde setembro de 2009 e com 3 meses de alta consecutiva. Isso demonstra que, tanto na magnitude quanto na trajetória, os economistas estão avaliando a economia de forma positiva sendo possível esperar resultado otimista também para o próximo levantamento.

 

 

 

Nota Metodológica

 

 O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia - ISE é computado pela Fecomercio, em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil - OEB - desde junho de 2008. A pesquisa detecta as perspectivas dos economistas em relação às tendências da economia nacional e mundial. Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: percepção presente e expectativas futuras. O ISE varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Envolve pesquisa mensal com mais de 100 economistas renomados de todo País, por meio de metodologia similar àquela utilizada para a apuração do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fecomercio.

 

Sobre a OEB

A Ordem dos Economistas do Brasil - OEB, entidade civil cultural e de utilidade pública, criada em 1935, é a mais antiga representação dos economistas brasileiros. Voltada ao aprimoramento, atualização e prestígio da categoria profissional, promove cursos, palestras, workshops, sendo credenciada pelo Ministério da Educação para ministrar cursos de MBA lato sensu. Contribui com as faculdades de economia na adequação de estruturas curriculares às necessidades regionais e coopera com as organizações privadas e governamentais em assuntos correlatos ao campo das ciências econômicas.


Sobre a Fecomercio

A Fecomercio - Federação do Comércio do Estado de São Paulo é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 151 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas, um universo que corresponde a 10% do PIB brasileiro e gera em torno de cinco milhões de empregos.

 

AE/GD/GLG

Fecomercio/OEB

 

   
 

Ordem dos Economistas do Brasil - Viaduto Nove de Julho, 26 | Utilidade Pública Estadual, Lei nro. 2145 de 16.6.1953 | Utilidade Pública Municipal, Decreto nro. 48.214 de 21.3.2007